Acordo Mercosul-União Europeia pode impactar Economia Circular no Brasil

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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Economia Criativa

A constatação é uma análise da mestre em Relações Internacionais, Natasha Costa (imagem), efetuada durante o 2º dia da Feira da Indústria. (Foto: Jose Sobrinho)

A mestre em Relações Internacionais, Natasha Costa, considera que ao se firmar definitivamente o acordo Mercosul e União Europeia, a previsibilidade é que se possa aproveitar a janela de viabilidades para causar impacto na economia circular brasileira, no critério de ajustes na produção e nos modelos de negócios para alcançar mais mercados no bloco econômico europeu.


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A especialista reforça que o acordo bilateral é muito positivo, apontando que é uma conjuntura regulatória aguardada há mais de 20 anos, ao que consiste primordialmente num planejamento introdutório para a redução das tarifas

“Estamos num cenário internacional muito positivo pro Brasil em termos do fornecimento de serviços e atuação nos mercados europeus, não apenas por conta da regulamentação específica, mas também pela facilitação através de acordos internacionais”, pontua a especialista.

As declarações foram feitas nesta terça-feira (10), em entrevista exclusiva concedida à Trends, no segundo dia de programação da Feira da Indústria, no Centro de Eventos, durante o painel “Transformando Sustentabilidade em Resultado: Tendências e Oportunidades da Economia Circular Europeia”. Na ocasião, Natasha realçou que no Brasil possui um arcabouço de regulamentações para o setor de Economia Circular. 

“No Brasil podemos identificar diversas iniciativas de regulamentação, tanto decretos quanto leis, e temos como referência o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, e as leis que vinculam a economia circular nos processos produtivos. Obviamente é um processo ainda incipiente, mas há até boas referências nas quais se tem que engajar para os atores, sejam no setor público ou no setor privado, para que se possa iniciar a sistemática de transformação do processo produtivo, considerando a nova regulamentação”, avalia Natasha. 

A especialista afirma que os procedimentos efetuados na Europa ao que tange o setor é absoluta referência no mundo inteiro, o que avalia não apenas pela respectiva estrutura de regulamentação, mas pelas abrangências nas possibilidades de mercado em todos os setores da economia, considerando o plano de resíduos para reintrodução nas suas cadeias produtivas e economias compartilhadas.

“Na Europa, quando a gente for pensar os principais produtos e insumos, a gente tem referência em diversos setores da economia, como agropecuária, setor de transformação industrial, setor energético, mas quando avalia o processo produtivo em si, e tem que conectar a regulamentação recente da União Europeia, da lei da devida diligência, e possa fazer os ajustes na nossa cadeia produtiva para sermos fornecedores assíduos desses grandes mercados ávidos por produtos que estejam dentro da regulamentação sustentável”, avalia Natasha, aliando o panorama ao país.

Economia Circular e o Ceará

A principal característica implementada da Economia Circular é no ecossistema da reutilização de resíduos, ou de forma mais evidente, na reciclagem dos insumos. O item das energias renováveis também se insere no programa do segmento por eliminar poluição, e substituir por fontes limpas e materiais circulares.

Para a especialista, o Ceará é nos dias de hoje compreendido conceitualmente na sociedade civil organizada, como um estado que angariou o status de potência de energias renováveis, especialmente na produção de hidrogênio verde e de energias solar e eólica.

“Esse é um gigantesco mercado em termos financeiros, inclusive, se tem diversos acordos em compra, mas também é preciso olhar para o processo da agropecuária, e para a indústria de transformaçãotêxtil também, para que se possa acoplar essas estratégias de economia circular e fazer os ajustes internos a alcançar os mercados iminentes”, pontua Natasha. 

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