O 1º Intercâmbio Técnico e Cultural da Rota da Moda do Brasil, que reúne Ceará, Amapá, Alagoas, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. (Foto: Envato Elements)
O Ceará apresentou, na última terça-feira (24), a estratégia de retomada da cotonicultura durante o 1º Intercâmbio Técnico e Cultural da Rota da Moda do Brasil, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em Fortaleza. O evento reuniu representantes de seis estados e colocou a Rota da Moda no centro da política industrial do estado em 2026.
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Domingos Filho, secretário do Desenvolvimento Econômico, detalhou ações em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e com o setor produtivo. A meta é integrar produção agrícola, indústria têxtil e qualificação profissional.
O plano prevê o plantio de 5 mil hectares em dois anos, mas a demanda de produtores superou a estimativa inicial, sobretudo no algodão irrigado. Segundo dados apresentados, o cultivo em sequeiro alcança cerca de 1.500 quilos por hectare, enquanto o modelo irrigado atinge até 5.000 quilos por hectare. O governo estadual fornece sementes, as prefeituras apoiam na supressão vegetal e a indústria disponibiliza máquinas de colheita. Assim, a política busca reduzir riscos ao produtor e garantir escala à cotonicultura.
Além do aumento de produtividade, a estratégia conecta campo e indústria dentro da Rota da Moda, porque o Ceará mantém parque têxtil ativo mesmo após a crise do bicudo em décadas anteriores. O estado já liderou a produção nacional de algodão e agora aposta na recomposição da matéria-prima para abastecer sua própria cadeia. Com isso, a política industrial articula agricultura, confecção e moda em um mesmo ciclo produtivo.
O Ceará também lidera a produção de algodão orgânico no país, concentrada na agricultura familiar, o que amplia a inserção de pequenos produtores na Rota da Moda. Segundo o secretário, o estado registra crescimento econômico equivalente ao dobro da média nacional e expansão de 25% no setor agro. Projetos estruturantes como o Porto do Pecém e o Hub Aéreo sustentam a logística industrial e fortalecem a competitividade regional.
O 1º Intercâmbio Técnico e Cultural da Rota da Moda do Brasil, que reúne Ceará, Amapá, Alagoas, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, segue até 27 de fevereiro com visitas a indústrias em Maracanaú e a centros atacadistas como o Maraponga Mart Moda e o Centro Fashion Fortaleza.
A programação inclui ainda agenda na Ceart e participação de entidades como FIEC, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio-CE) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
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