A proposta envolve empresas, startups e Instituições de Ciência e Tecnologia, com foco na geração de soluções aplicadas ao setor automotivo. (Foto: Envato Elements)
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) anunciou que destinará R$ 1,3 bilhão ao setor automotivo por meio do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) até 2029. A iniciativa integra a política industrial voltada ao desenvolvimento tecnológico e à descarbonização da cadeia automotiva no Brasil. Os recursos serão aplicados em diferentes frentes para ampliar competitividade, inovação e qualificação profissional no setor.
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O Programa Mover estrutura os investimentos em cinco eixos: formação profissional, consultoria, pesquisa e desenvolvimento (P&D), criação de centros de competência e parcerias internacionais para intercâmbio de pesquisadores.
A proposta envolve empresas, startups e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs), com foco na geração de soluções aplicadas ao setor automotivo. Além disso, o programa busca integrar a cadeia produtiva em torno de metas industriais e ambientais.
Entre as metas estabelecidas, o Senai prevê a realização de pelo menos 1,6 mil consultorias gratuitas em manufatura enxuta, digitalização e mensuração de pegada de carbono. Também está prevista a formação de 700 profissionais em cursos de especialização voltados à indústria automotiva. O plano inclui ainda a promoção de ao menos 50 alianças entre empresas de diferentes portes para desenvolvimento de novas tecnologias.
Do total de R$ 1,3 bilhão, R$ 1,25 bilhão virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), R$ 25 milhões serão aportados pelo próprio Senai e pelo menos R$ 25 milhões corresponderão à contrapartida das empresas participantes dos projetos de P&D.
O setor automotivo enfrenta desafios ligados à transição energética e à competitividade internacional, portanto o Mover direciona recursos para tecnologias de baixo carbono e fortalecimento da base industrial local.
A conexão entre pesquisadores e empresas integra a estratégia do programa, uma vez que a política industrial prioriza inovação aplicada e cooperação técnica. Com isso, o setor automotivo passa a contar com instrumentos financeiros e operacionais para acelerar projetos alinhados à mobilidade sustentável.
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