A XP Investimentos revisou suas projeções macroeconômicas e passou a estimar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% em 2026, acima dos 1,7% previstos anteriormente. O relatório indica que o curto prazo permanece favorável, mas aponta que o médio prazo mantém incertezas fiscais e políticas que limitam o potencial de expansão.
Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado
Ao mesmo tempo, a XP reduziu a projeção de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), para 3,8% em 2026, ante 4,0% na estimativa anterior. A leitura mais baixa reflete a valorização do real, a oferta elevada de alimentos no mercado doméstico e a importação de bens industrializados da China a preços menores.
No campo fiscal, as receitas crescem e financiam a expansão das despesas, o que permite o cumprimento das metas fiscais em 2026, mas mantém a dívida/PIB em trajetória de alta, segundo a XP. Para 2027, a casa projeta menor impulso fiscal, o que reduz a projeção de crescimento do PIB para 1,2%, enquanto a falta de visibilidade sobre reformas de despesas no próximo mandato adiciona risco ao cenário.
Em política monetária, a XP mantém a expectativa de cortes de 0,50 ponto percentual na taxa Selic a partir de março, até 12,50%, porque o quadro de inflação em 2026 abre espaço para alívio, mas o estímulo fiscal deste ano tende a pressionar os preços em 2027 e pode limitar reduções adicionais. No câmbio, o real acumula valorização de 4% no ano com fluxo para mercados emergentes, e a XP mantém projeções de R$ 5,60 por dólar em 2026 e R$ 5,80 em 2027, apesar dos ruídos globais e das incertezas locais.
Saiba mais:
Brasil tem entrada de US$ 5 bi em fluxo cambial em janeiro
Copom sinaliza corte de juros com “serenidade” a partir de março
Siga a Trends:
Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícia