Gerdau recebeu do JPMorgan a recomendação overweight, uma exposição acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 29 para as ações GGBR4. (Foto: Divulgação)
A Gerdau seguiu como a principal recomendação do JPMorgan dentro do setor siderúrgico brasileiro, mesmo com a visão pessimista que o banco mantém sobre a indústria. A Gerdau recebeu a recomendação overweight, ou seja, exposição acima da média do mercado, com preço-alvo de R$ 29 para as ações GGBR4.
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O banco baseou a indicação na forte presença da empresa no mercado americano, onde o imposto de 50% sobre aço importado, implementado pela administração de Donald Trump, elevou os preços e a demanda na região.
A Gerdau, por sua vez, se diferencia dos pares locais exatamente por essa exposição, que a coloca em posição de benefício direto frente aos concorrentes brasileiros. No pregão anterior à atualização do banco, as ações GGBR4 operavam em alta de 1,42%, a R$ 22,91.
No mercado brasileiro, a Gerdau enfrenta um cenário menos favorável. O JPMorgan projeta margens menores para a empresa na comparação trimestral, com maior volume de exportações e piora no mix de produtos oferecidos. Os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) devem refletir essa pressão sobre as operações nacionais da siderúrgica, segundo as estimativas do banco.
A Gerdau opera em um ambiente no qual as medidas antidumping aprovadas pelo governo brasileiro devem alterar a dinâmica de importação de aço, embora o JPMorgan aponte fatores que podem limitar seu efeito no curto prazo. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou medidas antidumping definitivas por até cinco anos sobre aço pré-pintado importado da China e da Índia.
Além disso, o comitê elevou as tarifas de importação sobre nove códigos do Sistema Harmonizado (NCM) — o sistema internacional de classificação para fins tributários — de um intervalo entre 11% e 13% para 25%. Esses códigos representam aproximadamente 14% do total de importações de aço no Brasil nos últimos 12 meses.
A Gerdau, porém, não pode contar com os efeitos dessas medidas por muito tempo, segundo o JPMorgan. As importações podem ser redirecionadas por outras regiões, como já aconteceu no caso da Europa, onde tarifas sobre um país específico tiveram efeito apenas temporário.
Além disso, o aumento dos preços do aço pode suprimir a demanda doméstica, reduzindo o impacto da tributação sobre a indústria. Para o banco, apenas uma mudança no nível de exportações da China ou a implementação de proteção tarifária no Brasil equivalente à americana poderiam alterar de forma efetiva o cenário do setor.
A Gerdau retomou as atividades na unidade de aciaria em Maracanaú, no Ceará, na primeira semana de fevereiro de 2026, após concluir um plano de modernização da planta. A empresa direcionou cerca de R$ 200 milhões ao aprimoramento das práticas ambientais, à eficiência operacional e à atualização dos equipamentos da área da aciaria.
Com a modernização, a unidade da Gerdau passa a produzir tarugos de 12 metros de comprimento, ampliando a oferta de produtos da empresa nas regiões Nordeste e Norte do país. Além disso, a retomada da produção gerou aproximadamente 1.500 empregos diretos e indiretos durante a fase de execução do investimento.
André Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração da Gerdau, participou da cerimônia de reabertura junto com Elmano de Freitas, governador do Ceará, e Roberto Pessoa, prefeito de Maracanaú. A empresa possui ainda uma segunda unidade no estado, em Caucaia, voltada para laminação, que vai utilizar o aço produzido em Maracanaú como matéria-prima para a fabricação de aços longos.
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