A perda de US$ 381 bilhões (R$ 2 trilhões) em valor de mercado pela Microsoft em dois pregões acendeu um alerta em Wall Street sobre o custo da corrida pela inteligência artificial (IA). A apreensão com o volume de investimentos necessários para sustentar essa tecnologia vinha se acumulando no mercado e agora passa a impactar diretamente as ações das grandes empresas de tecnologia, chamadas de big techs.
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A empresa divulgou resultados considerados sólidos na última quarta-feira (28), mas, segundo a Bloomberg, os investidores se concentraram na desaceleração da Azure, sua divisão de computação em nuvem, além da estimativa de mais de US$ 100 bilhões em gastos de capital previstos para este ano. No pregão seguinte, as ações caíram 10% e a queda seguiu na sexta-feira (30), levando à maior perda semanal da Microsoft desde março de 2020.
Para Josh Chastant, gestor de portfólio da GuideStone Funds, que possui participação na companhia, os números não foram suficientes diante do nível de despesas. Em entrevista à Bloomberg, ele afirmou que, em um cenário normal, os resultados seriam avaliados de forma positiva, mas que, diante do volume de investimentos, o mercado exige crescimento proporcional para sustentar as projeções.
Movimento semelhante ocorreu com a Meta Platforms, que projetou o crescimento trimestral de receita mais rápido em quatro anos. As ações subiram 10% na quinta-feira (29), mesmo após o anúncio de que os investimentos podem crescer até 87% em 2026, mas recuaram 3% no dia seguinte, no pior desempenho desde 30 de outubro, sinalizando maior cautela dos investidores.
O comportamento do mercado destaca a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia, três anos após o início do ciclo de alta impulsionado pela aposta na IA. O capital ainda sustenta gastos elevados, desde que o avanço das receitas acompanhe o ritmo. Sem isso, o mercado pode ajustar as avaliações.
*Com informações do Época Negócios.
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