De janeiro a dezembro, o Ceará registrou 290.630 trabalhadores com carteira assinada no setor industrial, superado apenas pela Bahia. (Foto: Envato Elements)
O Ceará encerrou 2025 como o segundo maior gerador de empregos formais na indústria entre os estados do Norte e Nordeste, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
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De janeiro a dezembro, o Ceará registrou 290.630 trabalhadores com carteira assinada no setor industrial, superado apenas pela Bahia, que contabilizou 325.154 vínculos, enquanto Pernambuco ficou em terceiro lugar com 258.556 empregos.
O desempenho da indústria cearense coloca o estado em posição de destaque no cenário regional, mesmo em um ano marcado por desafios externos. Danilo Serpa, presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), atribui os resultados à política de incentivos fiscais operacionalizada pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI).
Os segmentos que mais contribuíram para o resultado industrial foram calçados, com 69.005 empregos, seguido por alimentos (45.080 postos), confecção (41.835), minerais não metálicos (13.997) e têxtil (13.780). Outros setores relevantes incluem produtos de metal (9.102), bebidas (7.638), produtos de borracha (7.207), móveis (7.166) e químico (7.151). A diversificação do parque industrial cearense reflete a estratégia de atração de empresas de diferentes segmentos, o que reduz a dependência econômica de um único setor.
Segundo Domingos Filho, secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), a disponibilidade de galpões industriais e a agilidade na concessão de benefícios fiscais têm sido fatores determinantes para atrair novos investimentos e garantir a expansão de empresas já instaladas no território cearense.
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