O nome já havia sido cotado em 2017, quando perdeu a vaga para Powell, decisão que Trump admitiu publicamente ter sido um erro. (Foto: Divulgação/Bloomberg)
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (30) a escolha de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), no lugar de Jerome Powell. A indicação encerra meses de especulação sobre quem assumirá o comando da autoridade monetária norte-americana e marca o retorno de um ex-dirigente que se tornou crítico das políticas do próprio Fed.
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A escolha de Warsh põe fim a uma disputa prolongada dentro do governo Trump. O nome já havia sido cotado em 2017, quando perdeu a vaga para Powell, decisão que Trump admitiu publicamente ter sido um erro. Nos últimos meses, Warsh passou a defender posições centrais da atual gestão, como cortes de juros mais rápidos e o que chama de “mudança de regime” na condução da política monetária.
Segundo a Reuters, um encontro entre Trump e Warsh na quinta-feira (29) teria confirmado a decisão, e plataformas de apostas como a Polymarket chegaram a precificar probabilidades de até 85% para a escolha.
A indicação ainda depende de aprovação do Senado. Parlamentares republicanos, liderados pelo senador Thom Tillis, ameaçam bloquear qualquer nome enquanto não for concluída a investigação do Departamento de Justiça sobre o depoimento de Powell a respeito das reformas na sede do Fed. A resistência no Legislativo adiciona uma camada de incerteza ao processo, mas não altera o sinal político da escolha.
Warsh superou outros candidatos, como Rick Rieder, da BlackRock, após sinais de que a Casa Branca esfriou a candidatura do executivo. O nome é visto como mais “hawkish” entre os cotados, sobretudo por defender uma redução mais agressiva do balanço do Fed, ainda que apoie juros mais baixos. A reação inicial dos mercados incluiu alta do dólar, elevação dos yields longos dos Treasuries e queda de ativos sensíveis à liquidez, como ouro, ações e Bitcoin (BTC).
A definição do nome tende a reduzir a incerteza que pairava sobre os mercados há meses, ao oferecer um sinal mais claro sobre o rumo da política monetária a partir do segundo semestre de 2026. O mercado financeiro aguarda os próximos passos do processo de confirmação no Senado para ajustar suas projeções sobre a trajetória dos juros e a condução da economia norte-americana.
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