A indústria de transformação permanece como principal atividade econômica da pauta exportadora do Ceará, com destaque para ferro e aço. (Foto: Divulgação/CIPP)
O Ceará registrou o maior crescimento de exportações entre os estados brasileiros em 2025, com alta de 55,56% em relação a 2024, alcançando US$ 2,285 bilhões. O resultado marca o melhor desempenho dos últimos quatro anos, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). O avanço ocorre em meio a um cenário internacional adverso, marcado por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e incertezas que levaram empresas a reverem contratos e buscarem novos destinos para a produção.
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As importações cearenses somaram US$ 2,734 bilhões em 2025, com queda de 9,7% ante 2024. Abalança comercial manteve saldo negativo de US$ 449 milhões, mas a corrente de comércio cresceu 11,6%, atingindo US$ 5,048 bilhões. Os dados constam no Ipece/Informe (Nº 276 – Janeiro/2026), divulgado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do instituto.
A participação das exportações do Ceará no total nacional havia recuado entre 2022 e 2024, quando atingiu 0,44%. Com o desempenho de 2025, a fatia subiu para 0,66% do total do país e 9,12% da pauta exportadora nordestina. No entanto, o estado continua perdendo espaço nas importações nacionais, com participação de 0,98% em 2025, o menor valor da série histórica analisada.

A indústria de transformação permanece como principal atividade econômica da pauta exportadora cearense, com destaque para ferro fundido, ferro e aço. Estados Unidos, México e Itália foram os principais destinos das exportações estaduais, realizadas majoritariamente por via marítima. Os municípios de São Gonçalo do Amarante, Fortaleza e Sobral lideraram as exportações, todos com crescimento na comparação entre 2024 e 2025.
Nas importações, a indústria de transformação também lidera a pauta cearense, tendo combustíveis minerais, óleos minerais e derivados como principais produtos. A China manteve-se como principal origem das importações cearenses, seguida por Estados Unidos, Argentina e Colômbia, com transações concentradas no modal marítimo.
O comércio internacional de bens em 2025 foi marcado pelo aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Em abril, o país aplicou taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros, seguida de outra alíquota de 40% em julho, totalizando 50% de tarifação. Em novembro, o governo americano revogou a tarifa de 10% para alguns itens e reduziu a taxa de 40% sobre diversos produtos brasileiros, principalmente agrícolas.
As exportações brasileiras cresceram 3,45% em 2025 ante 2024, atingindo US$ 348,67 bilhões. As importações somaram US$ 280,38 bilhões, com aumento de 6,66%, superior ao das exportações. O saldo comercial brasileiro ficou em US$ 68,29 bilhões, o terceiro maior dos últimos sete anos, enquanto a corrente de comércio atingiu recorde de US$ 629,059 bilhões.
Top 5 crescimentos em 2025 vs. 2024:
Total: 15 estados apresentaram crescimento
1º São Paulo
2º Santa Catarina
3º Rio de Janeiro
4º Paraná
14º lugar no ranking nacional
Brasil leva mais de 100 empresários ao Panamá em ofensiva comercial
Exportações do Ceará para a UE crescem 72% em 2025
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