Brasil leva mais de 100 empresários ao Panamá em ofensiva comercial

Por: Redação | Em:
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A indústria brasileira defende um Acordo de Livre Comércio entre Brasil e Panamá, considerado prioritário para reduzir assimetrias. (Foto: Freepik)

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lidera, até sexta-feira (30), uma missão empresarial ao Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe (ALC), no Panamá. A iniciativa reúne mais de 100 empresários brasileiros e integra a estratégia do setor produtivo para ampliar acesso a mercados, fortalecer relações institucionais e avançar na agenda de integração econômica regional.


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Em 2025, as exportações brasileiras para o Panamá alcançaram US$ 1,6 bilhão, valor recorde e crescimento de 426% em dez anos, com a indústria de transformação respondendo por quase 90% do total. Levantamento da CNI, com base em dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), do Banco Mundial, do ComexStat e do Banco Central, aponta ainda US$ 9,5 bilhões em investimentos brasileiros no país em 2024 e 647 oportunidades de exportação mapeadas.

Apesar do avanço nas exportações, as importações do Panamá seguem limitadas e somaram US$ 16,4 milhões em 2025. Nesse contexto, a indústria brasileira defende o avanço das negociações de um Acordo de Livre Comércio entre Brasil e Panamá, considerado prioritário para reduzir assimetrias e melhorar condições de acesso, sobretudo diante de acordos já firmados pelo Panamá com Estados Unidos, União Europeia e outros países da região.

Foco na América Latina

No plano regional, o Brasil mantém posição central no comércio intrarregional da América Latina, com US$ 56,5 bilhões exportados em 2025, alta de 51% na década, impulsionada pela Argentina. Ainda assim, dados da CNI indicam perda de 3,1 pontos percentuais da participação brasileira como origem das importações da região em 2024.

Além da agenda bilateral com o Panamá, a missão empresarial inclui temas como o avanço da agenda econômico-comercial do Mercosul, um novo acordo Brasil–México, a modernização de acordos com a América do Sul, o fortalecimento dos vínculos com a América Central e a implementação do Acordo Mercosul–UE

O encontro prevê ainda rodadas de negócios com 150 compradores internacionais, 300 exportadores latino-americanos e mais de 4 mil reuniões individuais, com foco em comércio, investimentos e internacionalização das empresas brasileiras.

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