A análise comercial se avalia em termos das operações nacionais da companhia Iberia, que além de Fortaleza, inclui Recife e o eixo Rio – São Paulo. (Foto: Divulgação)
A ligação direta de voo, sem escala, na rota Madri-Fortaleza, é uma realidade que se iniciou no dia 19 de janeiro deste ano, compondo a viabilidade de embarque e desembarque nas segundas, quintas e sábados.
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Para Raphael de Lucca, gerente comercial da corporação no Brasil que gerencia a operação, a Iberia, em termos de negócios gerais da empresa no país, contabilizando a conexão com a capital cearense, cerca de 70% das vendas das passagens já foram efetivadas.
A Iberia também inaugurou, no final do ano passado, a rota de Recife a Madri, uma opção além das tradicionais frentes pontuais de São Paulo e Rio de Janeiro. Ao que tange o eixo em Fortaleza, o modelo de avião é baseado numa tecnologia que economiza 40% de combustível.
“Além disso, soma-se um fator importante que foi o desenvolvimento da Airbus, com o modelo A321XLR, do qual a Iberia é a primeira operadora. É um avião de corredor único, para 183 passageiros, com classe business e econômica, ou seja, duas classes de serviços que oferecem uma qualidade de voo igual ou até superior que é um avião de dois corredores”, relata Raphael.
Segundo o gerente comercial da companhia, uma das conjunturas associadas ao potencial econômico da aeronave viabiliza oferecer uma economia de 30%, possibilitando impactar no preço do ticket de viagem.
“O custo da passagem varia muito, por causa da oscilação de tarifa, mas a tarifa promocional de ida e volta gira em torno de US$ 600, por exemplo, mas claro se for em cima da hora a viagem, o valor vai estar mais caro, se eventualmente tiver uma promoção vai estar mais barato”, reforça Raphael.
As interligações comerciais em Fortaleza neste primeiro momento se firmaram em termos de turismo de passeio e lazer. No entanto, a meta é analisar a demanda corporativa e paulatinamente implementar um circuito específico ao turismo de negócios. Segundo Raphael, o acordo comercial estabelecido entre União Europeia e Mercosul é um dos atributos que podem fomentar futuramente o turismo de negócios na capital cearense.
A percepção da empresa é atrair o europeu em razão da identidade inerente de aglutinar o aspecto cultural, e não apenas a oferta do turismo litorâneo. Raphael de Lucca elucida que o europeu desconhece a plenitude do Brasil além do eixo Rio-São Paulo, e aponta que o Ceará é uma vitrine turística em potencial.
“O europeu ainda desconhece muito o Brasil além do eixo Rio-São Paulo, pois quando se fala de turismo, ainda é referente ao Rio de Janeiro. O Rio é o cartão postal do Brasil, muito lembrado até por filmes e novelas, pois quase tudo que se passa lá é promovido fora do Brasil. Contudo, o europeu começa a buscar, não vou dizer de um Brasil mais autêntico, mas um Brasil diferente, e o Ceará tem muito a oferecer, pela espontaneidade de seu povo e pela gastronomia, que é fenomenal”, menciona o gerente comercial da Iberia.

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