Os juros elevados tem motivado as empresas de buscarem o recurso para viabilizar capital de giro e investimento. (Foto: Envato Elements)
A tendência de investimentos e aplicações ao crédito privado está vertendo empresas e investidores a ingressarem em modelos diferenciados, em alternativas não atreladas ao sistema bancário tradicional.
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A empresa enquadrada no formato industrial do mercado financeiro, referência em crédito estruturado corporativo no Brasil, a Multiplike, projeta liberar mais de R$ 20 bilhões em crédito estruturado industrial neste ano.
Segundo a Multiplike, o ambiente de juros elevados tem mudado o comportamento das empresas na busca por financiamento. A explicação é que o patamar atual dos juros é citado por 80% dos empresários como principal entrave, motivando recorrer ao crédito privado para viabilizar capital de giro e investimento.
“É uma condição macroeconômica que as instituições que concedem crédito têm pouco controle. Quando o custo básico da economia está alto, todos os agentes acabam operando sob maior cautela, e isso se reflete nos spreads, nas exigências de garantias e na seletividade das análises. Os juros não são apenas um número, mas um elemento que pressiona risco, liquidez e tomada de decisão ao longo de toda a cadeia de crédito”, relata o CEO da Multiplike, Volnei Eyng.
De acordo com sondagem dos núcleos de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 31% das empresas industriais, no período que compreende de fevereiro a julho de 2025, buscaram crédito à longo prazo para quitar despesas correntes, como folha de pagamento e impostos.
Segundo a diretora de crédito na Multiplike, Priscila de Freitas, a viabilidade de aquisição de linhas de crédito no âmbito privado por corporações industriais requer posicionamento que alinha uma postura técnica e estratégica.
“Quando o ambiente de juros está mais alto e a oferta de crédito se torna mais seletiva, alguns caminhos ajudam a acessar condições mais adequadas. O primeiro é fortalecer a apresentação das informações financeiras, com dados claros, consistentes e atualizados. Quanto maior a transparência, melhor a leitura de risco e maior a chance de aprovação em condições mais equilibradas. O segundo é diversificar as alternativas. Além dos bancos tradicionais, existem operações lastreadas em recebíveis ou em garantias híbridas, que se ajustam melhor ao perfil de cada empresa”, explica Priscila.
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