Em dezembro, a arrecadação federal somou R$ 292,724 bilhões, ficando acima da estimativa mediana do mercado de R$ 290,10 bilhões. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 2,887 trilhões em 2025, segundo dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22). O montante representa aumento de 3,75% em relação a 2024, descontada a inflação, e configura o maior resultado anual da série histórica iniciada em 2000. O resultado ficou acima da mediana projetada pelo mercado financeiro, que estimava R$ 2,885 trilhões.
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O desempenho foi impulsionado principalmente pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que registrou crescimento real de 20,54% e totalizou R$ 86,477 bilhões. A Receita Federal atribui o resultado às operações de saída de moeda estrangeira, crédito a pessoas jurídicas e movimentações com títulos ou valores mobiliários, especialmente em razão das alterações nas alíquotas do tributo implementadas pelo governo federal ao longo do ano.
A receita previdenciária avançou 3,27% acima da inflação e somou R$ 737,571 bilhões, reflexo da expansão da massa salarial e do bom desempenho do mercado de trabalho. Além disso, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos contribuiu para o aumento da arrecadação do setor. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do trabalho cresceu 5,75%, atingindo R$ 235,396 bilhões, com destaque para os ganhos nos rendimentos do trabalho assalariado (5,86%) e das aposentadorias (8,50%).
O IRRF sobre rendimentos de capital aumentou 6,42% e totalizou R$ 162,594 bilhões, puxado pela alta de 23,67% nas aplicações de renda fixa. Já o IRRF sobre rendimentos no exterior avançou 12,91%, para R$ 86,202 bilhões, enquanto a arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) cresceu 3,13%, chegando a R$ 458,053 bilhões, e a do Programa de Integração Social/Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) aumentou 2,65%, para R$ 123,893 bilhões.
Em dezembro, a arrecadação federal somou R$ 292,724 bilhões, ficando acima da estimativa mediana do mercado de R$ 290,10 bilhões. O resultado representa alta de 7,46% na comparação com dezembro de 2024, já descontada a inflação, e marca o maior desempenho para o mês desde o início da série histórica. O IOF novamente se destacou, com crescimento real de 26,72% no período, totalizando R$ 8,669 bilhões, impulsionado pelas alterações legislativas que elevaram as alíquotas do imposto.
A receita previdenciária de dezembro registrou aumento real de 4,45%, para R$ 93,501 bilhões, resultado do crescimento de 5,36% da massa salarial e do incremento de 13,74% nas compensações tributárias com débitos previdenciários. A arrecadação conjunta de PIS/Pasep e Cofins alcançou R$ 10,724 bilhões no mês, com alta real de 3,43% em relação a dezembro de 2024, refletindo o aumento de 2,52% no volume de serviços prestados, mesmo diante da queda de 0,34% no volume de vendas.
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