O PicPay já havia submetido pedido de IPO à SEC em 2021, mas adiou o processo em meio a incertezas sobre governança. (Foto: Divulgação/PicPay)
O banco digital PicPay formalizou nesta terça-feira (20), os detalhes de sua oferta pública inicial (IPO) na Nasdaq, prevista para 29 de janeiro. A operação pode movimentar entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões, dependendo do preço final das ações, que será definido em 28 de janeiro.
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A fintech vai ofertar 26,3 milhões de ações, representando cerca de 21% da companhia. Com isso, a J&F Participações, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, manterá o controle do PicPay após a abertura de capital. A captação prevista pode atingir US$ 400 milhões se o preço ficar no centro da faixa ou US$ 500 milhões caso atinja o topo.
A operação já conta com pedido de compra de US$ 75 milhões do fundo Bycicle, de Marcelo Claure, ex-gestor do SoftBank e investidor no Nubank e no Inter. Os coordenadores globais são Citi (líder), Bank of America e RBC.
Este será o primeiro IPO brasileiro na Nasdaq desde a abertura de capital do Nubank em dezembro de 2021. O Agibank também protocolou pedido de listagem nos Estados Unidos na semana passada, após acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que permitiu a retomada de concessão de crédito consignado. O banco digital planeja negociar na Bolsa de Nova York (Nyse).
O PicPay já havia submetido pedido de IPO à Securities and Exchange Commission (SEC) em 2021, mas adiou o processo em meio a incertezas sobre governança. No prospecto atual, a fintech admite enfrentar riscos de reputação por conta das múltiplas investigações criminais e civis envolvendo os irmãos Batista. A empresa afirma cumprir as obrigações previstas na Justiça, mas reconhece que eventuais novas acusações ou processos podem prejudicar “materialmente” a estratégia de negócios, a capacidade de fazer transações e o valor das ações.
O prospecto revelou os planos do PicPay de entrar no mercado de apostas esportivas. A subsidiária Nosso Time iGaming Ltda protocolou pedido para abrir uma casa de apostas, que está em análise pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda. “Acreditamos que este mercado nos oferece uma oportunidade de gerar retornos financeiros significativos, impulsionados principalmente por plataformas digitais focadas em eventos esportivos, sendo também uma importante fonte de receita tributária e desenvolvimento econômico”, informa o documento.
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