Os números desmontam a narrativa de predominância criminal no setor, já que 99% das operações com stablecoins são lícitas. (Foto: Freepik)
Nos sete primeiros meses de 2025, stablecoins movimentaram US$ 4 trilhões em redes blockchain, segundo estudo da TRM Labs, e esse fluxo já corresponde a 30% de toda a atividade on-chain global. O dado indica mudança estrutural do mercado cripto, com volumes concentrados em instrumentos vinculados ao dólar e usados em operações cotidianas, não apenas especulativas.
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Nesse cenário, o Brasil aparece entre os cinco países com maior adoção de stablecoins, ao lado de Índia, Estados Unidos, Paquistão e Filipinas. A expansão deixou de ser guiada por hype e passou a responder a casos de uso prático, como transferências transfronteiriças, gestão de liquidez e proteção contra inflação local. O varejo liderou esse movimento, com crescimento de 125% na adoção, inclusive em mercados com controles cambiais ou restrições formais.
Os números também desmontam a narrativa de predominância criminal no setor, já que 99% das operações com stablecoins são lícitas, conforme a TRM Labs. Empresas de diferentes portes usam esses ativos para operar 24/7, reduzir custos de câmbio e diminuir fricções em pagamentos internacionais.
Na frente regulatória, a Europa avança com o Markets in Crypto-Assets (MiCA) e os EUA discutem o Clarity Act, enquanto o Brasil prepara regras que entram em vigor em fevereiro. O Banco Central definiu normas para as Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV), responsáveis por intermediação, custódia e negociação, o que tende a ampliar a segurança jurídica e a integrar ainda mais as stablecoins ao sistema financeiro tradicional.
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