O resultado foi uma combinação de renda e valorização, já que FIIs de papel lideraram os retornos em dividendos. (Foto: Envato Elements)
Os fundos de investimentos imobiliários (FIIs) encerraram 2025 em trajetória de recuperação, depois de um recuo superior a 5% no ano anterior, porque o Índice de Fundos de Investimento Imobiliário (iFix) acumulou alta de 21,1% no período, então voltou a atrair fluxo de capital de investidores que buscam renda e exposição ao mercado imobiliário em um cenário de ajustes macroeconômicos e de expectativas sobre juros.
Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado
O movimento ganhou base em indicadores operacionais do setor, já que a ocupação de galpões logísticos alcançou recorde no início do ano, impulsionada pelo comércio eletrônico, e a vacância de escritórios em São Paulo atingiu o menor nível em cinco anos, o que elevou a previsibilidade de receitas dos FIIs ligados a imóveis corporativos e logísticos.
Esse quadro também refletiu a política monetária, já que a taxa básica de juros (Selic), permaneceu em 15% desde maio, o maior patamar desde 2006, e isso manteve a atratividade dos fundos de papel, que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), ao mesmo tempo em que o mercado passou a precificar um possível início de corte de juros em 2026.
O resultado foi uma combinação de renda e valorização, já que FIIs de papel lideraram os retornos em dividendos, enquanto os FIIs de tijolo, focados em imóveis físicos como galpões, escritórios e shoppings, concentraram as maiores altas de cota, porque contratos atrelados à inflação e queda de vacância ampliaram o fluxo de caixa do setor.
Entre os maiores pagadores de proventos, os FIIs de papel dominaram o topo do ranking, com CACR11 e KORE11 registrando dividend yield de 20,2% e 20,1%, respectivamente, seguidos por GZIT11, com 20,1%, o que reforça a correlação direta entre Selic elevada e desempenho desses veículos financeiros dentro do mercado imobiliário.
No grupo dos fundos de tijolo, o destaque em dividendos veio dos segmentos ligados ao consumo e à logística, porque contratos reajustados pela inflação e baixa vacância sustentaram retornos como os de BPML11, com 17,6%, e VGRI11, com 18%, enquanto GZIT11, focado em galpões, também apareceu entre os líderes.
Já na valorização das cotas, os FIIs corporativos e de shopping lideraram, com altas médias de 24,6% e 24,3%, respectivamente, e isso se refletiu em casos como HGRE11, que avançou 24,5%, e KNCR11, com 23,2%, em um cenário no qual a redução do trabalho remoto elevou a demanda por escritórios e o mercado de trabalho sustentou o consumo nos centros comerciais.
Esse desempenho consolidou os FIIs como um dos principais vetores de retorno do mercado imobiliário em 2025, visto que a combinação de juros ainda altos, melhora dos fundamentos operacionais e expectativa de afrouxamento monetário em 2026 manteve o setor no radar de empresários e investidores que buscam previsibilidade de caixa e diversificação de portfólio.
*Com informações da IstoÉ Dinheiro.
Fundos de investimento atraem R$ 88,4 bilhões em 2025
PicPay pede registro de IPO na Nasdaq e mira captação de US$ 500 mi
Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias