Levantamento, realizado com um painel da McKinsey, mostra que 43% dos executivos avaliaram que fazer negócios ficou mais difícil em 2025. (Foto: Envato Elements)
Empresas enfrentaram mais obstáculos para fazer negócios em 2025, porque a cooperação global recuou em áreas centrais como comércio, clima, tecnologia e segurança. A conclusão é de pesquisa do Fórum Econômico Mundial (FEM), divulgada na última quinta-feira (8), com 799 executivos de 81 economias, e aponta mudança relevante no ambiente empresarial em relação a 2024.
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O levantamento, realizado com um painel global da McKinsey, mostra que 43% dos executivos avaliaram que fazer negócios ficou mais difícil em 2025, enquanto apenas 7% relataram melhora. Os demais disseram que o cenário permaneceu estável ou não opinaram, o que indica um ambiente de incerteza para decisões de investimento e expansão.
Quase quatro em cada dez entrevistados afirmaram que barreiras crescentes ao comércio, à mobilidade de talentos e aos fluxos de capital transfronteiriços afetaram diretamente suas operações. Apenas 10% discordaram dessa avaliação, reforçando a percepção de que a cooperação global perdeu eficiência prática para o setor produtivo.
O FEM associa esse movimento a mudanças na política comercial internacional, já que anúncios de tarifas dos Estados Unidos em 2025 levantaram dúvidas sobre o futuro do comércio. Em abril, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas tarifas contra parceiros comerciais, mas parte delas foi revista após acordos bilaterais, o que levou empresas a ajustarem estratégias.
Apesar do cenário, 60% dos executivos não apontaram o comércio como principal problema, sugerindo adaptação às novas regras. Ainda assim, 42% avaliaram que a cooperação global em paz e segurança está em declínio, e 29% disseram que a colaboração em clima e recursos naturais se tornou mais difícil.
Em contrapartida, investimentos globais em energia renovável cresceram quase 10% no primeiro semestre de 2025, e a capacidade instalada de energia solar e eólica avançou 67%, alcançando 408 gigawatts, segundo o relatório.
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