CDI volta ao centro da estratégia do investidor brasileiro

Por: Redação | Em:
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Até 12 de dezembro de 2025, a mediana do CDI no atual governo alcançou 13,25%, mais que o dobro dos 5,5% registrados no período anterior. (Foto: Envato Elements)

Com a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) voltou a ser a principal referência do investidor no Brasil. Até 12 de dezembro de 2025, a mediana do CDI no atual governo alcançou 13,25%, mais que o dobro dos 5,5% registrados no período anterior.


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O ambiente econômico de 2025 manteve a renda fixa em destaque uma vez que o CDI acompanha de perto a taxa Selic e oferece previsibilidade em um contexto de juros elevados. Por isso, ativos atrelados ao CDI ganharam espaço frente à renda variável, que segue exposta a oscilações maiores, especialmente em um ano marcado por incertezas no cenário global.

Em 2023, o CDI acumulou alta de 13,04% e, em 2024, avançou 10,88%. Somente em 2025, até dezembro, a valorização chegou a 13,95%. No acumulado dos três anos, o ganho se aproxima de 42%, segundo dados do economista Einar Rivero, CEO da consultoria Elos Ayta.

Tesouro Direto e títulos públicos

Com esse pano de fundo, títulos de renda fixa ganharam atratividade em 2025. O Tesouro Direto, programa de venda de títulos do governo federal, atingiu R$ 196 bilhões aplicados até setembro, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior procura mensal foi pelo Tesouro Selic, ligado diretamente ao CDI e à taxa básica, enquanto os títulos indexados à inflação concentraram R$ 99 bilhões no acumulado do ano.

A base de investidores do Tesouro Direto cresceu 20% em doze meses e superou três milhões de pessoas. Considerando todos os títulos públicos federais, o retorno até 22 de dezembro chegou a 14,25%, de acordo com o IMA Geral, índice da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), com dados compilados pela Elos Ayta.

No desempenho individual, os destaques foram as Letras do Tesouro Nacional (LTN) e a Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F), que entregaram retorno de 23,95% em cinco anos até dezembro. Já as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), indexadas ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumularam 23,39% no papel de prazo mais longo, enquanto o CDI segue como referência central para decisões de alocação no mercado empresarial.

*Com informações do portal IstoÉ Dinheiro

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