Índia acelera estratégia espacial e projeta economia de US$ 45 bi em uma década

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A Índia acelera sua estratégia no setor espacial e projeta expandir a economia desse mercado dos atuais US$ 8 bilhões para até US$ 45 bilhões nos próximos dez anos. O governo definiu metas que incluem uma estação espacial própria até 2035 e o envio de astronautas à Lua até 2040, em movimento alinhado ao interesse de empresas e investidores.


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A abertura do mercado ao setor privado transformou a dinâmica do segmento e estimulou o surgimento de cerca de 400 startups dedicadas ao desenvolvimento de satélites, serviços de lançamento e análise de dados. Esse avanço conecta empresas a uma cadeia global que movimenta cifras crescentes e amplia a relevância da Índia no mercado espacial, com projeção de participação entre 8% e 10% na próxima década, ante os atuais 2%.

A mudança representa uma ruptura em relação ao modelo anterior, quando a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) centralizava operações e direcionava investimentos. O governo avalia que a ampliação do papel privado agrega velocidade, reduz custos e cria condições para que o país alcance a meta, segundo estimativas do Ministério do Espaço.

Investimentos e inovação tecnológica

A expansão também se apoia em um pacote de 1 trilhão de rúpias, equivalente a US$ 11,1 bilhões, destinado a pesquisa, desenvolvimento e inovação em setores avançados. O programa prioriza projetos com nível de maturidade tecnológica a partir de 4, o que indica proximidade com aplicações de mercado e maior capacidade de geração de receitas no mercado espacial.

O fortalecimento dessa agenda é conduzido pelo gabinete do primeiro-ministro Narendra Modi e envolve áreas como Ciência, Energia Atômica e Espaço. O Ministério do Espaço considera que a integração entre pesquisa pública e empresas impulsiona oportunidades e aumenta a competitividade do país diante de mercados que expandem investimentos em tecnologias estratégicas.

A Índia consolidou presença no cenário global após o pouso da missão Chandrayaan-3 próximo ao polo sul lunar em 2023, feito que ampliou o alcance internacional de sua indústria. Agora, a ISRO conclui etapas da primeira missão tripulada, prevista para o início de 2027, e avança no projeto da estação Bharatiya Antariksh Station, marcada para 2035, com previsão de envio de astronautas à Lua até 2040, em linha com a estratégia nacional.

A disputa regional inclui a China, que opera sua estação e mira a Lua até 2030, em ambiente competitivo marcado por diferentes modelos de financiamento e inovação. A Índia busca reduzir essa distância com apoio empresarial, incentivando empresas que transitam entre fabricação, serviços e aplicações digitais vinculadas ao setor espacial, segmento que ganha tração e atrai novos investidores.

*Com informações do portal Época Negócios

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