A CNC destaca que a Black Friday é a quinta data mais relevante do varejo, atrás do Natal e de outras datas comemorativas tradicionais. (Foto: Freepik)
Black Friday deve registrar um volume de R$ 5,4 bilhões em movimentações, nesta sexta (28), segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado indica avanço de 2,4% frente a 2024 e reforça o peso da data no varejo, mesmo em um cenário de endividamento elevado das famílias.
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A CNC aponta que o alto nível de endividamento e a inadimplência limitam um crescimento maior das vendas, e que o custo do crédito ainda pressiona o consumo. No entanto, o câmbio mais favorável e a taxa de desemprego menor ajudam a sustentar a expectativa de aumento no volume vendido.
A entidade aponta que a taxa média de câmbio recuou 8,3% em 12 meses e que a cotação atual amplia o poder de compra frente ao dólar. O mercado de trabalho registrou crescimento da massa real de rendimentos de 5,5% no segundo trimestre, em comparação com igual período do ano anterior, e isso reforça a atividade do varejo.
A Black Friday concentra 68% das vendas em hipermercados e supermercados, com previsão de R$ 1,32 bilhão, e em eletroeletrônicos e utilidades domésticas, que devem somar R$ 1,24 bilhão. O segmento de móveis e eletrodomésticos deve alcançar R$ 1,15 bilhão, e vestuário e acessórios tende a atingir R$ 0,95 bilhão.
A CNC destaca que a Black Friday é a quinta data mais relevante do varejo, atrás do Natal e de outras datas comemorativas tradicionais. A projeção é resultado de um acompanhamento de preços de 150 itens ao longo dos 40 dias que antecederam a campanha.
Além disso, o levantamento mostrou que 70% das categorias pesquisadas apresentam potencial de redução efetiva de preços na data. Os maiores recuos foram observados em papelaria, com queda de 10,14%, além de livros, joias e bijuterias e itens de perfumaria e higiene pessoal.
Black Friday: como planejar compras de fim de ano sem sair do orçamento
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