A Starbucks pretende alcançar 20 mil unidades na China. A estratégia surge em meio à concorrência crescente de redes como Luckin e Cotti. (Foto: Pexels)
A Starbucks anunciou a venda do controle de suas operações na China para a Boyu Capital em um acordo avaliado em US$ 4 bilhões. A transação cria uma joint venture em que a Boyu deterá 60% e a Starbucks ficará com 40%, mantendo o licenciamento da marca e da propriedade intelectual.
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Com mais de 8 mil lojas, a Starbucks pretende alcançar 20 mil unidades na China. A estratégia surge em meio à concorrência crescente de redes como Luckin e Cotti, que oferecem bebidas a preços até três vezes menores.
O CEO Brian Niccol afirmou que o objetivo é ampliar a experiência Starbucks para mais cidades e consumidores. A empresa também reduziu preços de produtos e lançou novos itens locais para manter competitividade e recuperar parte do mercado perdido.
A participação da Starbucks no mercado chinês caiu de 34% em 2019 para 14% em 2023, segundo a Euromonitor. Ainda assim, o negócio de varejo na China — incluindo a receita da venda e do licenciamento — deve gerar mais de US$ 13 bilhões nos próximos dez anos.
As ações da companhia subiram 3% após o anúncio. Analistas apontam que a Starbucks tende a reforçar seu posicionamento como espaço de convivência e não entrar em guerra de preços com a Luckin.
A Boyu Capital deve ajudar a abrir novas lojas em cidades menores e otimizar custos das unidades existentes. Fundada em Hong Kong em 2010, a empresa é conhecida por investimentos em companhias de tecnologia e consumo, como o Mixue Group.
A parceria segue o modelo de outras multinacionais, como o McDonald’s, que em 2017 vendeu 80% de suas operações na China e em Hong Kong, ampliando sua rentabilidade regional.
*Com informações da Reuters.
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