Data centers é o momento do país ingressar na produção global, relata gestor  

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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Telcomp

Luiz Henrique Barbosa (imagem) aponta que os principais polos no setor são o eixo Rio – São Paulo, o estado do Rio Grande do Sul, e a capital cearense. (Foto: Divulgação)

O presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), Luiz Henrique Barbosa, salienta que o advento e a propagação de data centers no país é uma chance do Brasil se inserir na cadeia global de produção, porque conforme o gestor, a sociedade vivencia por uma fase de transformação digital.


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O gestor esclarece que os principais polos atualmente se encontram no eixo Rio – São Paulo, no Rio Grande do Sul, e na capital cearense, em razão dos cabos submarinos. “Então a maneira como a gente consome, a maneira como a gente produz, ela passou a ser mista, que produz e consome na vida real, mas também por meio da internet, de maneira digital, atrair os data center pro Brasil, significa ser parte dessa cadeia, e a gente como país, parte de uma cadeia produtiva importante, consegue se desenvolver”, frisa o presidente da Telcomp. 

Associado à conjuntura, Luiz Henrique destaca o potencial de produção de energia renovável do Brasil, em especial a solar e eólica, como vantagem para suprir o abastecimento necessário do país. No entanto, ele acentua que o panorama precisa se firmar na execução de redes de formação de escolas de softwares, para utilização dos Data Centers, e o país não apenas se firmar como exportador de dados.

“Tem que ser acompanhado de uma política de olhar o ecossistema de tal como um todo, olhar a internet das coisas, rede de transmissão, desenvolvimento de software, ciência da computação, cientistas da computação. Se tem que avaliar a cadeia digital de forma geral, para que você possa ter no limite uma Microsoft surgindo no Brasil, uma Corel surgindo no Brasil”, explica Luiz Henrique.

Segundo Luiz Henrique é fundamental a participação governamental no aspecto de criar mecanismos para incentivar o setor privado a inovar, fomentar crédito para fazer surgir empresas nos mais diversos segmentos, criando uma base para o desenvolvimento.

O presidente da Telcomp exemplifica em termos práticos de como um data center pode ser útil numa cidade tal qual Fortaleza, partindo do gerenciamento tecnológico para o setor comercial, no englobamento de digitalizar os processos com mais eficiência, como por exemplo o controle de estoque, no sistema de compras de um segmento varejista.

“Isso não precisa ser feito por empresa multinacional, pode ser feito por empresa local, entendendo a necessidade de cada elemento produtivo. No agronegócio, no setor de mineração, no setor de varejo, digo assim, na cadeia de farmácia, uma rede de supermercado, padaria. Tem diversos negócios que poderiam digitalizar os seus processos que vão ser mais eficientes, e vai se utilizar um data center”, frisa Luiz Henrique.   

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