Câmara aprova projeto que pode gerar R$ 25 bi em receitas fiscais

Por: Redação Trends | Em:
Tags:,
Arcabouço e paten e câmara e atualização de bens

Atualização de bens e regularização patrimonial visam equilibrar as contas públicas e antecipar receitas que dificilmente seriam cobradas. (Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que autoriza a atualização de bens no Imposto de Renda, permitindo que contribuintes ajustem o valor de imóveis e veículos ao preço de mercado. O texto, que teve origem no Senado, segue novamente para análise dos senadores. A medida prevê alíquota de 4% sobre a diferença entre o valor declarado e o atualizado, substituindo a cobrança de 15% a 22,5% aplicada sobre o ganho de capital nas vendas.


Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado


O projeto incorpora trechos da MP 1303/25, que trata de compensação tributária, seguro-defeso e benefícios do INSS. Segundo o relator Juscelino Filho (União-MA), a iniciativa corrige distorções do sistema fiscal ao permitir a atualização de bens defasados pela inflação e estimula o recolhimento voluntário de impostos. “A legislação vigente, ao desconsiderar os efeitos da inflação ao longo de décadas, leva à tributação de um ganho de capital fictício”, afirmou.

Regularização pode gerar mais de R$ 25 bi

A proposta também cria o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp), que permite declarar ativos lícitos não informados à Receita Federal. A regularização inclui imóveis, veículos, ações e recursos no exterior. O contribuinte pagará 30% sobre o valor declarado — metade de imposto e metade de multa — e poderá parcelar o pagamento em até 24 meses, corrigidos pela Selic.

Além de ampliar a base tributária, o governo estima arrecadar mais de R$ 25 bilhões com a inclusão de medidas da MP 1303/25, que limitam compensações tributárias e reduzem renúncias fiscais. Para o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), os recursos são essenciais para recompor o orçamento de 2026. “Sem isso, não existe orçamento para o próximo ano”, disse.

Ajustes fiscais e impacto no orçamento

A atualização de bens e a regularização patrimonial buscam equilibrar as contas públicas e antecipar receitas que dificilmente seriam cobradas. O texto prevê restrições à venda de imóveis ou veículos logo após a adesão, o que evita o uso do mecanismo para fins especulativos. Para o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), o projeto “reflete o compromisso do Plenário pelo país” e contribui para ajustar despesas sem aumentar impostos.

Com o potencial de injetar mais de R$ 25 bilhões na arrecadação, a atualização de bens se torna uma das principais estratégias fiscais do Executivo para reforçar o caixa e garantir espaço orçamentário no próximo ciclo financeiro.

Saiba mais:

Sudene aplica R$ 9 bilhões em 79 projetos de estados nordestinos

FGV: reforma tributária pode elevar PIB brasileiro em até 7,9%


Siga a Trends nas redes sociais:

Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias

Top 5: Mais lidas