A decisão do Banco Central (BC), que barrou a compra do Master pelo BRB em setembro, acelerou a busca por alternativas. (Foto: Divulgação)
O Banco Master contratou o escritório Laplace há cerca de 15 dias para estruturar a venda de parte dos ativos e buscar liquidez, segundo apuração do E-Investidor. O Will Bank, adquirido no início de 2024, é tratado como o bem mais valorizado e o principal foco da operação.
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A decisão do Banco Central (BC), que barrou a compra do Master pelo BRB em setembro, acelerou a busca por alternativas. O negócio com o banco de Brasília era visto no mercado como uma tentativa de socorro financeiro, mas o veto obrigou o Master a buscar outra forma de equilibrar as contas. A instituição carrega R$ 58 bilhões em CDBs emitidos e tenta evitar um processo de intervenção ou liquidação.
Criado em 2017, o Will Bank tem mais de 6 milhões de clientes e atuação concentrada na inclusão financeira no Nordeste. Quando foi comprado pelo Master, em fevereiro, a fintech enfrentava um déficit de R$ 70,9 milhões e precisava atender às exigências regulatórias do BC. À época, o acordo foi anunciado como uma parceria com “sinergia e um plano de expansão ambicioso para o banco digital”.
O arranjo deu ao Master 75% do controle do Will Bank, enquanto a instituição de pagamento foi repassada à Reag Capital Holding, de João Carlos Mansur. Fundos ligados à gestora foram citados na operação Carbono Oculto, que investiga movimentações bilionárias em CDBs do Master e possíveis irregularidades financeiras.
O Banco Central acompanha os desdobramentos da venda. No mercado, a expectativa é que a autoridade aguarde o resultado da negociação antes de aplicar qualquer medida. O sucesso da transação envolvendo o Will Bank será determinante para o futuro do Master e para a estabilidade de seus investidores.
*Com informações do E-Investidor
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