Lula também anunciou que os governos federal e estadual vão arcar com a hospedagem de delegações de países africanos durante a conferência. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última quinta-feira (2) que a imprensa brasileira questionaria a atuação do governo se os hotéis de Belém fossem públicos e não privados. Ele disse que haveria pressão por preços mais baixos e defesa de privatização, caso os estabelecimentos estivessem sob controle estatal.
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“Se os hotéis fossem estatais, imaginemos que os hotéis fossem do governo federal. A gente ia sofrer pressão e ia deixar o preço bem baixinho. A imprensa que está dizendo hoje que os hotéis são caros, ia dizer que o governo não sabe administrar, que ele está tendo prejuízo e que era preciso privatizar os hotéis porque a indústria privada sabe administrar mais que o governo”, disse o presidente.
Lula relacionou a preparação da COP30 com a Copa do Mundo de 2014, citando o que classificou como a “maior campanha de preconceito” contra o país. Segundo ele, reportagens da época apontavam suposto mau uso de recursos públicos e críticas à gestão da então presidente Dilma Rousseff, que foi hostilizada na abertura do torneio.
O presidente Lula também anunciou que os governos federal e estadual vão arcar com a hospedagem de delegações de países africanos durante a conferência. Além disso, dois navios serão utilizados como alternativa de acomodação, em complemento à rede hoteleira local.
Respondendo a críticas externas sobre a escolha da cidade, Lula declarou que “o Brasil não deve nada a nenhum País e é soberano na tomada das suas decisões”. A COP30 está confirmada para acontecer na capital paraense em 2025.
A agenda do presidente incluiu a inauguração do Parque Linear da Nova Doca, projeto de revitalização da cidade que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A obra é uma das intervenções voltadas para a recepção dos milhares de participantes esperados na conferência internacional sobre clima e meio ambiente.
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