Entre os maiores usuários do H-1B, a Amazon lidera com 12.391 trabalhadores distribuídos entre suas subsidiárias. (Foto: Elizabeth Frantz/Reuters)
A nova taxa de US$ 100 mil para o visto H-1B, anunciada por Donald Trump e em vigor desde domingo (23), deve afetar empresas da Fortune 500 que dependem de mão de obra qualificada estrangeira. O custo extra não se aplica às renovações e pode alterar a estratégia de contratação das gigantes do setor de tecnologia.
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Entre os maiores usuários do H-1B, a Amazon lidera com 12.391 trabalhadores distribuídos entre suas subsidiárias, segundo o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA. Microsoft e Meta seguem com 5.189 e 5.123 profissionais, respectivamente, enquanto o Walmart também aparece entre as dez empresas com mais contratações sob o programa.
O visto H-1B, criado pela Lei de Imigração de 1990, é concedido a profissionais com diploma de nível superior e aplicação prática de conhecimento especializado. Mais da metade atua em computação, como engenheiros e analistas, e o salário médio foi de US$ 118 mil em 2023, segundo a fwd.us. Junto a seus cônjuges, esses profissionais contribuem com US$ 86 bilhões anuais à economia.
Líderes empresariais criticaram a taxa de US$ 100 mil para novos vistos H-1B anunciada por Donald Trump. O investidor Kevin O’Leary, entrevista à Fox Business, afirmou que a medida pode afastar talentos globais e enfraquecer a inovação nos Estados Unidos, porque engenheiros e empreendedores qualificados tenderiam a buscar países com regras de imigração menos onerosas.
O economista Stephen Moore classificou a decisão como “um erro” e alertou que menos vistos H-1B significa menos geração de empregos, já que setores estratégicos dependem da mão de obra estrangeira especializada para sustentar crescimento e competitividade.
Executivos de grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Amazon, expressaram preocupação interna e orientaram funcionários estrangeiros com visto H-1B a manterem seus status legais enquanto avaliam os efeitos da nova cobrança. Para eles, a política pode provocar uma “fuga de cérebros” e reduzir a presença de profissionais altamente qualificados no mercado americano.
O programa H-1B funciona por loteria e atende principalmente o setor de tecnologia, mas também alcança outros segmentos. Há cerca de 730 mil portadores do visto nos EUA, um número pequeno diante dos 163 milhões de trabalhadores empregados em agosto, segundo o Bureau of Labor Statistics. Especialistas avaliam que a medida pode elevar custos, reduzir competitividade e incentivar terceirizações, enquanto o governo argumenta que a mudança protege empregos locais e salários.
*Com informações do portal Fox Business
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