Brasil é o único país do mundo a operar com todas as plataformas chinesas de e-commerce

Por: Redação | Em:
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Projeções indicam que, até 2027, o faturamento no setor poderá alcançar mais de US$ 585 bilhões. (Foto: Envato Elements)

avanço do mercado chinês na esfera dos moldes dos costumes do comércio brasileiro tem evoluido no universo digital. Atualmente, o Brasil é o único país do mundo a operar simultaneamente com todas as principais plataformas chinesas de e-commerce: Shein, AliExpress, Shopee e Temu.


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De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas online no país cresceram 75% no período que compreende de 2019 e 2024, e nos trâmites internacionais, no âmbito digital comercial – o marketplace – a conjuntura praticamente dobrou.

O especialista em gestão de ativos, Paulo Motta, aponta que a configuração se atribui ao sistema asiático apresentar preços competitivosprazos de entrega reduzidos e vantagens fiscais. Ele destaca que o modelo chinês, por movimentar quantias volumosas de dinheiro, pressiona cadeias produtivas locais.

“A Shein, por exemplo, já conquistou cerca de 45 milhões de clientes brasileiros, incorporou mais de 7 mil vendedores nacionais à sua plataforma e anunciou novos investimentos logísticos para reduzir ainda mais o tempo de entrega. As plataformas chinesas estão redesenhando o comportamento do cliente e pressionando cadeias comerciais inteiras”, explica Paulo Motta.

Um programa regulado pela Receita Federal que estipula regras para empresas internacionais de e-commerce é o Remessa Conforme. A certificação delibera a inserção do tributo estadual, o Imposto Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS). Instituições que aderem ao sistema oferecem liberação aduaneira mais rápida para as remessas e o Imposto de Importação é reduzido de 60% para 20%, em compras de até US$ 50.

“Se olharmos para os produtos que temos em casa, a maioria vem da China. É uma questão de oferta e demanda. A produção na China é gigantesca, e isso dá às empresas chinesas de e-commerce uma vantagem significativa. Nenhuma empresa pode ser mais eficiente do que aquelas que operam diretamente na origem dos produtos”, pontua o consultor principal da Frost & SullivanChia Yi Han.

Em termos de faturamento, o setor de e-commerce nacional registrou no mercado interno, em 2024, a marca de US$ 346,3 bilhões, aproximadamente R$ 1,97 trilhão. Projeções realizadas pela fintech canadense Nuvei indicam que, até 2027, o faturamento do setor poderá alcançar mais de US$ 585 bilhões (cerca de R$ 3,34 trilhões).

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