A Turquia lidera o ranking dos países com o maior juro real do mundo, com 12,34% e o Brasil registra 9,51%, superando Rússia e Colômbia. (Foto: Envato Elements)
O Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) decidiu manter, na última quarta-feira (17), a taxa básica de juros em 15% ao ano, nível mais alto desde 2006, e colocou o Brasil na segunda posição entre os países com maior juro real. A Turquia lidera o ranking com 12,34% e o Brasil registra 9,51%, superando Rússia, Colômbia e México, segundo a consultoria MoneyYou.
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O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking nominal, atrás da Turquia, com 40,50%, da Argentina, com 29,00%, e da Rússia, com 17,00%. A decisão do Banco Central indica que a política monetária seguirá restritiva por mais tempo, mesmo com a inflação recuando para 5,13% interanual em agosto.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou como “injustificada” a decisão do Copom. Para o presidente Ricardo Alban, juros elevados travam inovação, reindustrialização e crédito acessível, resultando em paralisia dos investimentos produtivos e impactos negativos sobre a sociedade.
Alban afirmou que o Banco Central já deveria adotar uma política monetária mais favorável. Ele defende que o ciclo de cortes da Selic comece na próxima reunião do Copom, em novembro, para estimular a atividade econômica e recuperar a confiança do setor privado.
Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o Copom elevou a Selic sete vezes seguidas até alcançar os atuais 15%. A manutenção atual reflete a avaliação de que, apesar da moderação nos preços, o cenário internacional e as pressões externas exigem vigilância prolongada.
A nota do BC reforça que o comitê seguirá atento para avaliar se manter o patamar elevado por “período prolongado” será suficiente para convergir a inflação para a meta entre 1,5% e 4,5%. O comunicado cita incertezas globais e as recentes tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros como fatores de risco.
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