A EFTA eliminará 100% das tarifas para setores industriais e pesqueiros, o que abre espaço para carnes, milho, café e sucos do Mercosul. (Foto: Júlio César Silva/MDIC)
O Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, firmaram um acordo de livre comércio na última terça-feira (16). O pacto cria um mercado de 290 milhões de consumidores e soma um PIB de 4,39 trilhões de dólares, segundo o Itamaraty. A assinatura ocorre enquanto cresce a expectativa pela aprovação do acordo Mercosul-União Europeia.
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A EFTA eliminará 100% das tarifas para setores industriais e pesqueiros, o que abre espaço para carnes, milho, café e sucos do Mercosul e fortalece o fluxo comercial entre os blocos.
Mercosul-EFTA em 2024
Corrente de comércio: US$ 7,14 bilhões.
Déficit brasileiro: US$ 960 milhões.
Exportações do Brasil: US$ 3,09 bilhões para EFTA.
Importações do Brasil: US$ 4,05 bilhões para o Brasil.
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, disse que o acordo amplia o acesso a mercados e preserva setores estratégicos. O pacto favorece pequenas e médias empresas e fortalece o multilateralismo em um cenário de tensões comerciais globais.
Além disso, estimativas indicam impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e expansão de R$ 3,34 bilhões em exportações até 2044. O texto ainda precisa da aprovação do Congresso e de trâmites internos nos países signatários.
A assinatura ocorreu no Palácio do Itamaraty, no Rio, com participação do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele ressaltou os avanços proporcionados pelo acordo, como a criação de empregos, aumento de renda e novas oportunidades. Além disso, falou também sobre melhorias econômicas, como a integração na produção, inovação, fortalecimento e a colaboração entre diferentes setores da economia.
“Em um mundo de incerteza, nós estamos dando uma prova de que é possível fortalecer o multilateralismo e o livre comércio. O comércio aproxima os povos, e o desenvolvimento promove a paz.”
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República
O acordo também inclui compromissos de sustentabilidade, exigindo ao menos 67% de energia limpa para prestadores de serviços digitais. O Itamaraty afirma que o pacto integra dimensões ambientais e econômicas, alinhando-se à COP30. O Brasil também negocia com Emirados Árabes, Canadá, México e Índia para ampliar sua rede de acordos.
O governo brasileiro espera concluir em 2025 o acordo Mercosul-União Europeia, que depende da aprovação do Parlamento europeu e da maioria qualificada dos Estados-membros. Alemanha e Espanha apoiam a parceria, enquanto países como França resistem por exigências ambientais. O governo brasileiro calcula que o pacto criará um mercado de mais de 700 milhões de pessoas, equivalente a 26% da economia global.
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