A decisão sobre a cidade-sede da COP18 deve ocorrer após negociações na COP17 e pode fortalecer o protagonismo brasileiro na agenda ambiental. (Foto: Marcos Rodrigo SR)
Fortaleza anunciou sua candidatura para receber a COP18 da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desertificação, durante a abertura da 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (ICID 2025). Realizado na última segunda-feira (15), o momento reuniu autoridades nacionais e internacionais e reforçou a importância estratégica do semiárido para o debate climático.
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O Brasil sediou a conferência apenas uma vez, em 1999, no Recife. A confirmação depende da decisão oficial que será tomada após a COP17, marcada para 2027, na Mongólia. O anúncio foi feito por Inácio Arruda, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES) do MCTI, representando a ministra Luciana Santos, e contou com apoio do governador Elmano de Freitas.
A ICID 2025 reuniu representantes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), da COP30 e de governos estrangeiros para discutir políticas de adaptação climática. Elmano destacou a necessidade de ações coletivas para segurança hídrica e alimentar, enquanto Arruda destacou a necessidade de atenção ao semiárido e à Caatinga, ressaltando que a carta de recomendações da ICID precisa ser considerada em Belém, para que outros biomas brasileiros, além da Amazônia, recebam atenção e apoio ao desenvolvimento sustentável.
“Nós queremos ter voz, precisamos ter atenção completa. É importante que a caatinga tenha uma atenção especial, para podermos contribuir para o seu desenvolvimento sustentável. Nós queremos que o semiárido seja voz dentro da COP30.”
Inácio Arruda, o secretário do MCTI
Fortaleza busca se posicionar como referência em inovação e cooperação internacional para o semiárido, alinhando-se às metas globais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A decisão sobre a cidade-sede da COP18 deve ocorrer após negociações na Mongólia e pode fortalecer o protagonismo brasileiro na agenda ambiental. Se escolhida, será a primeira vez em quase três décadas que o país voltará a receber o evento.
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