Em âmbito nacional, o IPCA também apontou deflação em agosto, de -0,11%, com taxa acumulada de 3,15% no ano e 5,13% em 12 meses. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) ficou em -0,07% em agosto, após cinco meses seguidos de desaceleração. O resultado, comparado aos 0,11% de julho, fez o acumulado do ano atingir 3,09% e o dos últimos 12 meses chegar a 5,01%.
Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.
Em âmbito nacional, o IPCA também apontou deflação em agosto, de -0,11%, com taxa acumulada de 3,15% no ano e 5,13% em 12 meses. Esses dados constam no Termômetro da Inflação (Volume 8 – Nº 9 – Setembro de 2025), elaborado pela Diretoria de Estudos Econômicos (Diec) do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).
Além disso, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que incide sobre famílias com renda de 1 a 5 salários-mínimos, caiu -0,12% na RMF, contra 0,10% de julho; no acumulado de 12 meses, marcou 5,02%. No Brasil, em agosto, o INPC ficou em -0,21%, acumulando 5,05% em um ano.

Dos nove grupos pesquisados pelo IPCA na RMF, três registraram variação negativa em agosto. Os destaques são habitação (-0,87%) e alimentação e bebidas (-0,59%), grupos de maior peso no cálculo do índice. Em contraste, transportes, que aparece em segundo lugar em peso, teve leve alta de 0,18%.
A queda na habitação reflete sobretudo o item energia elétrica residencial, que recuou -3,53%, depois de aplicação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto. Já a deflação em alimentação e bebidas ocorre pelo terceiro mês consecutivo, reforçando o processo de desaceleração da inflação iniciado em abril de 2025.
O desafio agora é zerar: Déficit primário de 2025 recua para R$ 69,99 bi