IPCA registra primeira deflação desde agosto de 2024 

Por: Redação Trends | Em:
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A queda já era prevista pelo mercado e sinalizada pelo IPCA-15, mas a expectativa de analistas era de um recuo maior. (Foto: Freepik)

O Índice de Preços ao Consumido Amplo (IPCA) caiu 0,11% em agosto, após alta de 0,26% em julho, informou o IBGE nesta quarta-feira (10). Foi a primeira deflação desde agosto de 2024 e a mais intensa desde setembro de 2022. No acumulado de 12 meses, o índice recuou para 5,13%, abaixo dos 5,23% anteriores, enquanto no ano a alta é de 3,15%.


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A queda já era prevista pelo mercado e sinalizada pelo IPCA-15, mas a expectativa de analistas era de um recuo maior, de 0,15%. O movimento reflete principalmente a redução na energia elétrica residencial (-4,21%) e o recuo nos grupos Habitação (-0,90%), Alimentação e bebidas (-0,46%) e Transportes (-0,27%), que juntos responderam por -0,30 ponto percentual do índice.

Entre os alimentos, as maiores quedas foram registradas em tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Em transportes, houve redução nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%), com destaque para gás veicular (-1,27%), gasolina (-0,94%) e etanol (-0,82%), enquanto o óleo diesel subiu 0,16%.

O índice de difusão, que mede o percentual de itens com alta, passou de 50% em julho para 57% em agosto, indicando que, apesar da deflação, a pressão de preços segue disseminada.

Inflação ainda acima da meta

O centro da meta oficial de inflação para 2025 é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual. O mercado projeta alta de 4,85% para o IPCA em 2025 e de 4,30% em 2026, segundo o Boletim Focus.

No fim de julho, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou estabilidade prolongada. Analistas avaliam que a deflação de agosto reforça a manutenção dos juros, já que a pressão de serviços e demanda doméstica continua elevada, sustentada pelo mercado de trabalho aquecido e pelo consumo das famílias. Isso limita um processo mais rápido de desinflação e mantém a política monetária restritiva.

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