CNI atua em Washington para reverter tarifaço 

Por: Redação | Em:
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Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos onde ocorreu hoje (3) a audiência pública com embaixador brasileiro. (Foto: CNI)

Uma delegação capitaneada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) composta por 130 empresários embarcou para os Estados Unidos para uma série de ações no sentido de dialogar acerca das tratativas no que concerne a tentativa de reverter ou reduzir as sanções tarifárias ianques frente aos produtos brasileiros.


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A comitiva nacional reúne também representantes de associações de setores industriais que se estabelecem na capital norte-americana, em Washington, numa agenda que inclui audiências com parlamentares e encontros com entes empresariais e a diplomacia local e internacional.

“Precisamos de todas as formas manter a firme e propositiva relação de mais de 200 anos entre Brasil e Estados Unidos. Nosso propósito com esta missão é aprofundar o diálogo e contribuir para as negociações, por meio de argumentos técnicos que demonstrem a relevância e as vantagens mútuas dessa parceria para os dois países. As economias brasileira e americana são complementares”, relata o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O consultor da entidade brasileira, o embaixador Roberto Azevêdo, destacou no pronunciamento durante audiência pública hoje pontuações argumentativas no que consiste delimitações que enquadrem a possibilidade de investigação de práticas aduaneiras ilegais de outros países em relação aos Estados Unidos com base na Seção 301 da Lei de Comércio.

O apurado da narrativa do embaixador brasileiro será fixado ao dossiê do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Durante o depoimento, Azevêdo expôs que as deliberações da CNI demonstram que o Brasil não aplicou atos, políticas ou práticas injustificáveis que obstruíssem a conexão comercial bilateral.

“A noção de que o Brasil está agindo deliberadamente de forma a prejudicar os Estados Unidos é totalmente infundada. Simplesmente não há evidências de que os atos, políticas e práticas em questão discriminem ou prejudiquem injustamente as empresas americanas. Ao contrário, os fatos mostram que as empresas americanas, em geral, se beneficiaram das políticas brasileiras. Somos as duas maiores democracias deste hemisfério, deveríamos estar conversando um com o outro; não brigando um com o outro. Quaisquer problemas devem ser resolvidos por meio de diálogo e cooperação contínuos”, elencou. 

Os setores industriais brasileiros representados na missão afetados pelo tarifaço se estendem em máquinas, equipamentos, madeira, café e cerâmica. A comissão conta com dirigentes das Federações das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Paraná (FIEP), Paraíba (FIEPB) Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN), Santa Catarina (FIESC) e São Paulo (FIESP).

O presidente da CNI já se reuniu com a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, e uma comitiva liderada pela CNI também participou de encontro no US Chamber of Commerce, para buscar apoio e parceria de empresas norte-americanas na tentativa de ampliar exceções ao tarifaço.

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