Serviços e Indústria impulsionam crescimento do PIB brasileiro no 2º trimestre de 2025

Por: Redação | Em:
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Analistas avaliam que taxa básica de juros a 15% influencia na economia e no enquadramento do Produto Interno Bruto. (Foto: Envato Elements)

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (2), o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2025. Segundo a análise estatística do órgão, durante o período, o PIB totalizou R$ 3,2 trilhões. O que equivale ao critério referente a preços básicos, houve valor adicional de R$ 2,7 trilhões. E no quesito dos impostos sobre produtos líquidos de subsídios, chegou ao patamar de R$ 431,7 bilhões.


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No segundo trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, o PIB variou 0,4% frente ao primeiro trimestre deste ano. Sob a ótica da produção em segmentos conjunturais, ocorreu alta nos setores de Serviços, com 0,6%, e na Indústria (0,5%), enquanto a Agropecuária apresentou uma leve variação negativa de -0,1%.

No aspecto mais relevante da avaliação, em destaque o setor de Serviços, que se conjugou em crescimento: atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%); informação e comunicação (1,2%); transporte, armazenagem e correio (1,0%); outras atividades de serviços (0,7%); e atividades imobiliárias (0,3%). No comércio em si houve estabilidade e variação negativa na administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%).

De acordo com o CEO da Audax CapitalPedro Da Matta, o cenário econômico com os juros estipulados em 15% tem exigido ao mercado de crédito soluções sofisticadas, onde operações estruturadas e investimentos alternativos se tornam fundamentais para a manutenção de projetos empresariais.

“O crescimento de 0,4% do PIB no segundo trimestre reforça a resiliência da economia brasileira mesmo nesse contexto, mostrando que há espaço para expansão quando empresas e investidores buscam alternativas eficientes. A seletividade imposta pelos juros elevados não reduz oportunidades, mas muda a forma de capturá-las: investidores encontram segurança na renda fixa de qualidade, enquanto companhias acessam capital privado para crescer sem depender apenas do sistema tradicional. Essa combinação de crédito estruturado e capital alternativo é o que garante dinamismo ao mercado e amplia o leque de possibilidades para empresas e investidores”, pontua Da Matta.

Para Pedro Ros, CEO da Referência Capital, a taxa Selic no patamar de 15% ratifica o englobamento no sentido de estabelecer o principal fator de contenção do crescimento do PIB, o qual aponta que a atmosfera econômica estimula maior seletividade na alocação de capital. “Esse ambiente favorece setores ligados à infraestrutura, serviços financeiros e tecnologia, que tendem a ganhar relevância em cenários de previsibilidade. Já no consumo, o impacto dos juros altos é compensado pela resiliência do mercado interno, que segue absorvendo produtos e serviços. Para o investidor, o recado é de cautela combinada com oportunidade: mesmo com juros elevados, há espaço para diversificação em ativos de qualidade, equilibrando proteção e potencial de retorno”, realça Ros.

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