Ceará registra alta econômica enquanto Nordeste perde fôlego

Por: Redação | Em:
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O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central mostrou que o Nordeste registrou leve retração de 0,2% em maio de 2025. (Foto: Envato Elements)

O Índice de Atividade Econômica Regional do Banco Central mostrou que o Nordeste registrou leve retração de 0,2% em maio de 2025, após dois meses de expansão, segundo o Boletim Macro Regional Nordeste divulgado pelo FGV IBRE. Apesar do recuo, o resultado trimestral (+2,5%), o acumulado no ano (+2,4%) e a comparação anual (+2,2%) permanecem positivos.


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O desempenho do Ceará foi o destaque no mês, com alta de 1,0%, sustentada pelo avanço do comércio e da indústria. Já a Bahia recuou 1,1% e Pernambuco caiu 0,6%, refletindo a pressão do setor industrial e de serviços. Mesmo assim, Ceará e Bahia seguem com crescimento consistente no acumulado de 2025.

A análise mostra que a economia nordestina avança em ritmo inferior ao nacional, porque ainda sofre os efeitos da política monetária restritiva e das incertezas fiscais. Além disso, há risco de impacto adicional vindo do aumento de tarifas nos Estados Unidos, destino central das exportações da região.

O contraste entre os estados indica que a atividade econômica regional é sustentada de forma desigual, já que a recuperação depende da força do comércio local e da resiliência da indústria, que variam entre os principais polos nordestinos.

Ceará avança apesar do cenário desafiador

No caso cearense, a expansão reflete políticas de incentivo ao consumo e maior dinamismo do setor industrial, especialmente em segmentos ligados à exportação. O movimento posiciona o estado como um dos motores do crescimento regional em 2025.

A Bahia, mesmo com retração em maio, mantém saldo positivo no acumulado do ano, favorecida pela produção de energia e mineração. Já Pernambuco segue em dificuldade, com atividade pressionada pelo baixo desempenho da indústria e pela estagnação nos serviços.

Para o Nordeste como um todo, o resultado sugere que, embora exista espaço para expansão, a velocidade do crescimento tende a ser limitada pelas condições macroeconômicas. A combinação de juros altos, risco fiscal e cenário externo incerto ainda limita a retomada em ritmo mais acelerado.

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