A iniciativa busca retomar a relevância do algodão, conhecido como “ouro branco”, como vetor de emprego, renda e desenvolvimento econômico. (Foto: Envato Elements)
A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou o projeto do governo estadual que cria o Programa de Fortalecimento e Revitalização da Cotonicultura. A iniciativa busca retomar a relevância do algodão, conhecido como “ouro branco”, como vetor de emprego, renda e desenvolvimento econômico no estado.
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O programa prevê a aquisição subsidiada de sementes de alta qualidade pelo poder público, que serão distribuídas a produtores rurais. O objetivo é estimular o cultivo de forma sustentável e consolidar a atividade como parte estratégica da agricultura cearense.
Segundo o governo, a cotonicultura voltará a ter papel central no agronegócio estadual, após décadas de retração causada pela praga do bicudo-do-algodoeiro, que devastou plantações nos anos 1980. A retomada segue a tendência nacional: em 2024, o Brasil superou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão.
Domingos Filho, secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), destacou que o programa representa um passo importante para fortalecer a agricultura e criar novas oportunidades no campo. A medida também se conecta ao histórico do estado, que já foi o maior produtor nacional da fibra.
O governo afirma que o incentivo à cotonicultura permitirá ganhos de produtividade e maior integração com a indústria têxtil e de óleo. A política pública pretende articular assistência técnica, distribuição de sementes e apoio logístico, garantindo condições adequadas para os produtores.
Silvio Carlos, secretário executivo do Agronegócio, reforçou que a aprovação é relevante porque o Ceará possui tradição no setor e pode voltar a ocupar espaço entre os grandes polos produtores. Ele destacou que a SDE atuará na articulação, credenciamento de produtores e apoio técnico ao programa.
O fortalecimento da cotonicultura é visto como estratégia para diversificar a produção agrícola do estado e ampliar a participação do Ceará na cadeia nacional de exportação de algodão. Com o avanço da iniciativa, o governo espera reposicionar o estado no cenário do agronegócio brasileiro.
A execução dependerá da adesão de produtores e da capacidade de superar desafios estruturais, mas a aprovação do programa é tratada como ponto de partida para recolocar o algodão no centro da atividade econômica cearense.
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