A expansão da B3 ocorre em um mercado cada vez mais competitivo, com forte presença de bancos digitais e plataformas de pagamentos. (Foto: Divulgação/B3)
A B3 assinou contrato para comprar 62% do capital da Shipay, fintech de integração de pagamentos, por R$ 37 milhões. O acordo prevê ainda a possibilidade de aquisição do percentual restante até 2030, dependendo do cumprimento de metas definidas entre as partes.
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A bolsa de valores não detalhou os indicadores que servirão de referência para a compra futura. A operação reforça o movimento da B3 de expandir sua atuação para além do mercado de capitais e consolidar presença em serviços de tecnologia financeira.
A Shipay já mantém parceria com a B3 no desenvolvimento de soluções digitais de pagamento. A companhia destacou que a aquisição fortalece sua estratégia de atuar como provedora de infraestrutura ao longo da jornada de crédito, ampliando a integração com diferentes meios de transação.
A conclusão do negócio depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições usuais em processos de fusões e aquisições.
A aposta em fintechs segue tendência de diversificação das bolsas de valores globais, que buscam reduzir a dependência de receitas ligadas a negociações de ações e derivativos. No Brasil, a expansão da B3 ocorre em um mercado cada vez mais competitivo, com forte presença de bancos digitais e plataformas de pagamentos.
Para a Shipay, a associação representa ganho de escala e acesso a clientes institucionais, além de recursos para acelerar o desenvolvimento de novas soluções. A empresa atua na integração de pagamentos digitais com foco em carteiras digitais, PIX e meios alternativos ao cartão tradicional.
O negócio sinaliza que a B3 pretende ampliar sua atuação no ecossistema de crédito e pagamentos, aproximando-se de segmentos em que grandes companhias de tecnologia já vêm disputando espaço. A presença em soluções de infraestrutura financeira pode se tornar uma vantagem competitiva para a bolsa no médio prazo.
A expectativa é de que, com a aprovação regulatória, o fechamento da operação ocorra até o fim do ano, marcando mais um passo na estratégia de diversificação da B3.
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