A Associação Brasileira da Indústria Têxtil projeta que as vendas no varejo devem avançar 3% neste ano e perder fôlego em 2026. (Foto: Freepik)
A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projeta expansão de 3,1% na produção industrial do setor em 2025. Para 2026, a expectativa é de desaceleração para 1,2%, acompanhando o ritmo mais lento da economia brasileira.
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No varejo, as vendas devem avançar 3% neste ano e perder fôlego em 2026, com crescimento estimado de 0,7%, segundo a entidade. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (20) em coletiva de imprensa.
Fernando Pimentel, presidente emérito da Abit, afirmou que as estimativas já consideram o impacto do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O setor têxtil teme perda de competitividade no comércio exterior.
Em 2024, o Brasil exportou US$ 48 milhões em vestuário e têxteis aos EUA. Desse montante, cerca de US$ 10 milhões ficaram fora da tarifa de 50%, por conta da exceção concedida ao cordel de sisal. Os outros US$ 39 milhões estão sujeitos ao aumento, elevando a pressão sobre a indústria.
Segundo Pimentel, caso não haja redirecionamento da produção, o setor pode perder até 5 mil postos de trabalho. Ele destacou que os Estados Unidos seguem como principal mercado e que a entidade buscará negociações para reverter o cenário.
A Abit avalia alternativas para absorver os embarques afetados, seja pelo mercado doméstico ou pela ampliação de destinos no exterior. O acordo entre Mercosul e União Europeia foi citado como oportunidade, mas com efeitos graduais.
A expectativa é que os benefícios do tratado com a União Europeia se espalhem ao longo de oito anos. O movimento deve ampliar a integração das empresas brasileiras, atrair investimentos e reduzir a dependência do mercado norte-americano.
O setor, porém, vê risco imediato para a produção e o emprego, já que a adaptação aos novos mercados não será rápida. Para a Abit, a estratégia de médio prazo é diversificar destinos e manter a competitividade internacional.