Skaf aceitou a missão de comandar a entidade mais uma vez e caminha para o seu quinto mandato à frente da Fiesp. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
A caminho do seu quinto mandado, Paulo Skaf, presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou em sua primeira entrevista que a redução de gastos públicos é o tema mais importante para a economia brasileira atualmente.
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“Quando os governos gastam mais do que arrecadam, gera déficit, pressiona inflação, eleva juro. Isso faz mal ao Brasil. Vamos tentar sensibilizar o governo de ter a responsabilidade de controlar gastos. Neste momento não há nada mais importante para a economia brasileira do que a redução dos gastos públicos”, pontua Skaf.
Além das demandas internas do Brasil, Skaf também demonstrou preocupação com o mercado externo. Em um momento tenso para o comércio exterior brasileiro, o empresário defende uma “diplomacia empresarial” para proteger os interesses do Brasil frente ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que inclui a taxação de até 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados.
“A Fiesp vai trabalhar pela construção de uma diplomacia empresarial que consiga defender toda a cadeia produtiva junto aos parceiros comerciais históricos do Brasil, bem como atuar na construção de novos mercados para fortalecer ainda mais a indústria”, afirma.
A eleição aconteceu na tarde desta segunda-feira (4), na sede da Fiesp. O empresário assumirá o cargo em janeiro de 2026 e ficará no comando da entidade até 2029.
Segundo a própria entidade, o processo foi conduzido pela Mesa Diretora e acompanhado pela Comissão Eleitoral da entidade.
Paulo Skaf afirmou que não planejava voltar ao comando da federação, mas foi “convocado” pelo setor produtivo e acabou aceitando a missão de comandar a entidade mais uma vez. Com isso, ele retorna à federação após assumir a entidade no período de 2004 a 2021.
Filho de imigrantes, Paulo Skaf, 69 anos, é formado em administração e iniciou sua carreira na tecelagem de seu pai. Por mais de 20 anos, atuou no setor têxtil como empresário e líder da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit) e do Sindicato da Indústria Têxtil do Estado de São Paulo (Sinditêxtil/SP).
Em 2004, foi eleito para seu primeiro mandato como presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde liderou campanhas como a defesa pelo fim da cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a redução de 20% nas contas de luz dos brasileiros.
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