Tebet: Brasil deve apostar em logística e integração para enfrentar tarifas dos EUA

Por: Redação | Em:
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Segundo Simone Tebet, o governo trabalha na formulação de um plano nacional de logística com horizonte até 2050. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, defendeu o fortalecimento da infraestrutura e a diversificação de mercados como resposta às tarifas dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. A declaração foi feita durante o evento Logística no Brasil, em São Paulo, nesta semana.


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Segundo Tebet, o governo trabalha na formulação de um plano nacional de logística com horizonte até 2050. A estratégia, que será apresentada na COP 30, busca ampliar a competitividade do país, integrando modais rodoviário, ferroviário, portuário, aeroportuário e hidroviário.

A ministra afirmou que o cenário geopolítico atual exige ação estratégica. “Nesse cenário da geopolítica mundial absolutamente diferenciada, nós não podemos ficar fazendo biquinho, nem chorar, nós temos que fazer o dever de casa. E nós já estamos fazendo dever de casa preparando o Brasil para o futuro”, afirmou.

Ela também indicou que a motivação das tarifas discutidas pelos EUA é distinta de casos como União Europeia e Japão, onde há déficit comercial. Tebet sugeriu que os interesses americanos envolvem fatores além do saldo da balança.

Tebet defende ampliação do comércio regional

Um dos pilares do plano é aumentar a inserção internacional do Brasil com corredores logísticos mais ágeis rumo à Ásia, especialmente via Pacífico. Nesse contexto, o programa Rotas de Integração Sul-Americana foi apontado como essencial.

Tebet também defendeu maior integração com blocos como Mercosul, União Europeia e BRICS. Segundo ela, a América do Sul representa uma oportunidade imediata para ampliar o comércio de bens industrializados e serviços, além do turismo.

A ministra argumentou que os BRICS são aliados estratégicos. O Brasil depende de fertilizantes de países como Ucrânia e Rússia, e de mercados asiáticos para escoar commodities e produtos agroindustriais.

Ela concluiu que o país precisa preparar sua estrutura para se tornar menos vulnerável às oscilações externas. “A gente não pode ficar sujeito a intempéries como a que acabou de acontecer pegando um mundo de surpresa.”

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