O BTG considera o Uruguai uma jurisdição bancária estável e amigável ao investimento, o que favoreceu a decisão. (Foto: Divulgação/BTG Pactual)
O BTG Pactual anunciou a aquisição das operações do HSBC no Uruguai por US$175 milhões (R$973 milhões), reforçando sua estratégia de internacionalização e presença na América Latina. A operação amplia a atuação do banco em varejo, crédito corporativo, banco de investimento e gestão de fortunas.
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Segundo comunicado, a unidade uruguaia possui cerca de 50 mil clientes, cinco agências, patrimônio líquido de US$144 milhões e 7% de participação de mercado. O valor da transação inclui instrumentos de capital e está sujeito a ajustes até a conclusão, prevista entre seis e 12 meses, após aprovação regulatória.
O BTG já atua no Chile, Colômbia, México, Peru e Argentina, além do Brasil. A região representa 12% das receitas do banco e cerca de 20% da carteira de crédito corporativa, com rentabilidade semelhante à do mercado brasileiro.
Rodrigo Goes, sócio responsável pela expansão internacional, afirmou que a compra do HSBC traz retorno desde o primeiro dia, com margem estimada entre 25% e 30%. O BTG classificou a operação como “oportunista”, aproveitando a saída do HSBC da América do Sul.
O BTG considera o Uruguai uma jurisdição bancária estável e amigável ao investimento, o que favoreceu a decisão. O país deve se tornar uma das três maiores operações do banco fora do Brasil, atrás apenas de Chile e Colômbia.
A aquisição integra uma estratégia mais ampla de diversificação geográfica. Nos últimos dois anos, o BTG também comprou o M.Y. Safra, nos Estados Unidos, e o FIS Privatbank, em Luxemburgo, além de ampliar presença em Portugal, Espanha e Reino Unido com o BTG Pactual Europe.
O banco também busca novas oportunidades na região. No Peru, aguarda aprovação de uma licença bancária em até 12 meses. No México, analisa ativos alinhados às suas áreas de negócio, mas sem avanço até o momento.
Na Argentina, onde o BTG já atua de forma limitada, a operação é rentável, mas o banco adota cautela diante da instabilidade macroeconômica. Segundo Goes, não há decisão imediata de expansão no país.
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