iFood negocia compra da Alelo por até R$ 6 bi e mira liderança no setor

Por: Redação | Em:
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O iFood está em tratativas para adquirir a Alelo, empresa de vale-refeição e vale-alimentação controlada por Bradesco e Banco do Brasil. (Foto: Divulgação/iFood)

O iFood está em tratativas para adquirir a Alelo, empresa de vale-refeição e vale-alimentação controlada por Bradesco e Banco do Brasil. Se concluída, a operação será a maior já realizada pela empresa de delivery e poderá posicioná-la como líder no mercado de benefícios no Brasil.


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A negociação está em curso há alguns meses, com valores estimados entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. O Morgan Stanley foi contratado para assessorar o iFood, o que marca uma mudança em relação ao padrão da empresa, que costuma conduzir fusões e aquisições de menor porte internamente.

Não há acordo assinado até o momento, e a conclusão da transação depende de diversas variáveis, incluindo aprovação regulatória. Segundo fontes próximas, o Bradesco tem assumido protagonismo nas conversas, enquanto o banco nega comentários sobre o tema.

Alelo ampliaria base do iFood de 600 mil para 6,6 milhões de usuários

Desde que entrou no setor de benefícios em 2020, o iFood acumulou cerca de 600 mil usuários. Com a aquisição da Alelo, a base poderia crescer mais de dez vezes, ultrapassando 6 milhões de usuários e elevando o peso da operação na estratégia da empresa.

A investida está alinhada ao objetivo do iFood de integrar experiências online e offline entre restaurantes e consumidores. A operação seria financiada pela Prosus, controladora da empresa, que vem expandindo seus investimentos na América Latina — incluindo a compra da Decolar.com no fim de 2024.

A possível compra ocorre em um momento de transformação no mercado de benefícios, com a chegada de players como Flash e Caju, que desafiam a hegemonia das quatro líderes: Alelo, Pluxee, Ticket e VR, responsáveis por cerca de 80% de um setor que movimenta até R$ 200 bilhões por ano.

Pressão regulatória pode alterar valor da operação

Um dos fatores de incerteza é a possível regulação sobre as taxas cobradas pelas administradoras de benefícios. O governo estuda medidas para limitar os percentuais por transação, o que pode impactar diretamente o valuation da Alelo.

Internamente, fontes do mercado avaliam que o preço de venda dependerá da definição do cenário regulatório. Se a nova regulação for implementada, o valor oferecido pode ser considerado alto; sem a mudança, pode ser visto como uma oportunidade.

Do lado dos vendedores, Bradesco e BB têm motivações diferentes. Embora o setor de benefícios dialogue com a estratégia de distribuição e folha de pagamentos, há interesse em reforçar capital — especialmente no caso do Bradesco, com restrições maiores de balanço.

Além das incertezas regulatórias, há expectativa sobre como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisará o movimento. A concentração de mercado e o crescimento acelerado do iFood podem levantar preocupações concorrenciais.

O desfecho da operação ainda depende de alinhamentos internos nos bancos e da evolução das tratativas. Caso avance, o negócio poderá redefinir a dinâmica do setor de benefícios no país e consolidar a presença do iFood como um player relevante além do delivery.

*Com informações do portal exame.

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