Mesmo com a queda dos preços da soja no primeiro trimestre, os valores médios se mantiveram acima dos registrados em 2024. (Foto: Envato Elements)
A cadeia produtiva de soja e biodiesel deve registrar crescimento de 11% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, segundo projeção do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). O avanço elevará a participação do setor a 21,7% do PIB do agronegócio e 6,4% do PIB nacional.
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O resultado é impulsionado pela expectativa de safra recorde, estimada em 169,7 milhões de toneladas, e pelo aumento no processamento da oleaginosa. A ampliação da mistura de biodiesel no diesel, com adoção do B15 a partir de agosto de 2025, também contribui.
Mesmo com a queda dos preços da soja no primeiro trimestre, os valores médios se mantiveram acima dos registrados em 2024. O Cepea e a Abiove apontam que a combinação entre maior produção e preços sustentados deve ampliar a renda do setor após três anos de retração.
A pesquisa mostra ainda que, em 2025, o PIB gerado por tonelada de soja processada poderá ser 4,4 vezes superior ao da soja exportada in natura, reforçando a relevância do processamento no resultado agregado.
As exportações de soja e biodiesel somaram 27,91 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025. Apesar disso, o valor total exportado caiu 11,46% na comparação com o mesmo período de 2024, atingindo US$ 11 bilhões.
A retração é explicada pelos menores preços de exportação, em um cenário de safra global elevada para 2024/25. A China continua sendo o principal destino da soja em grão brasileira, com alta de 6,7% no volume importado.
Já o farelo de soja teve maior demanda da União Europeia e do Sudeste Asiático. No caso do óleo, a Índia concentrou 67,74% das exportações do Brasil nos três primeiros meses do ano.
A cadeia produtiva também registrou crescimento no mercado de trabalho: o número de pessoas ocupadas subiu 7,46%, totalizando 2,44 milhões. A participação do setor no PIB nacional subiu para 2,38%, enquanto sua fatia no agronegócio chegou a 10,40%.
*Com informações do portal eixos.
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