Atualmente, 14 unidades do Executivo estadual implementaram conexões oriundas de fontes renováveis. Na imagem: Palácio da Abolição. (Foto: Tatiana Fortes)
A cultura sistemática do mercado livre no âmbito do fornecimento de energia está angariando contornos sólidos no contexto do Governo do Estado do Ceará, é que a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) solidifica a proposta de ampliar o catálogo de equipamentos públicos no cenário.
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No mês de junho, a pasta implementou em 14 unidades estaduais, conexões oriundas de fontes renováveis, fornecendo economia de até 30% nos gastos de energia. Um dos órgãos contemplados é o Hospital de Messejana, localizado na capital cearense, que se agregou a outros seis hospitais da mesma envergadura estrutural – dois em Fortaleza e quatro no interior do estado – convergindo para a inclusão do mercado livre.
Na área da segurança pública, a Seinfra promoveu a adesão sistemática na Superintendência da Polícia Civil; no Complexo de Delegacias Especializadas (Code); e no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No panorama programático ocorreu a adesão no Palácio da Abolição; as sedes da Secretaria do Planejamento e Gestão do Ceará (Seplag); o Colégio da Polícia Militar; a Unidade de Pronto Atendimento, a UPA do Conjunto Ceará e cinco novas escolas da rede estadual de ensino.
“Mês a mês, temos comemorado os avanços dessa política pública que alia redução de custos, sustentabilidade e previsibilidade econômica. No último mês, chegamos a 95 unidades da administração pública integradas ao sistema — dezenas de imóveis que já consomem energia limpa e eficiente. A expectativa agora é ultrapassar a marca de 100 prédios a partir de julho, reforçando o compromisso do Ceará com a agenda energética e com um futuro mais sustentável”, relatou o secretário da Infraestrutura do Ceará, Hélio Winston Leitão.
Na conjuntura educacional, 50 estabelecimentos de ensino da rede estadual ingressaram no mercado livre, beneficiando 30 municípios cearenses. O circuito se estabeleceu nas escolas profissionalizantes Maria Giselda Coelho Teixeira, do município de Palmácia (economia prevista de 27,81%); Avelino Magalhães, de Tabuleiro do Norte (27,81%); Dep. José Walfrido Monteiro, de Icó (19,89%); Osmira Eduardo de Castro, de Russas (19,30%) e Professor José Augusto Torres, de Senador Pompeu (8,54%).
Segundo a Seinfra, o fornecimento de energia renovável é feito pela EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, por meio de um contrato. A energia continua sendo distribuída pela Enel Ceará, mas a comercialização passa para o ambiente de contratação livre.
A expectativa é que até 2029, estabeleça a entrega de 13,4 MW médios (ou 117.000 MWh/ano), garantindo conforme a Seinfra, um abastecimento seguro, limpo e eficiente para os órgãos públicos estaduais. A pasta estadual esclarece que em termos práticos, o Estado antecipou-se em cinco anos à meta na busca por autossuficiência, estabelecida pelo Decreto Estadual Nº 33.264.