A Meta Platforms comprou uma participação minoritária na EssilorLuxottica, maior fabricante mundial de óculos e dona da Ray-Ban. (Foto: Divulgação)
A Meta Platforms comprou uma participação minoritária na EssilorLuxottica, maior fabricante mundial de óculos e dona da Ray-Ban. O movimento amplia o envolvimento da empresa com a indústria de óculos inteligentes e marca um novo passo em sua estratégia de integrar hardware e inteligência artificial (IA).
Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.
A Meta adquiriu cerca de 3% da EssilorLuxottica, o equivalente a €3 bilhões (aproximadamente US$3,5 bilhões) ao valor de mercado atual. A empresa ainda avalia aumentar essa participação para 5% ao longo do tempo.
O investimento aprofunda a parceria iniciada em 2021 com o lançamento dos primeiros óculos Ray-Ban com tecnologia Meta. Mais recentemente, a colaboração foi ampliada com modelos da Oakley equipados com assistente de IA.
As ações da EssilorLuxottica subiram 6,9%, alcançando US$148, seu maior salto intradiário desde abril. Meta e EssilorLuxottica não comentaram oficialmente o acordo.
Historicamente dependente de smartphones para entregar seus produtos e serviços, a Meta vê nos óculos inteligentes a oportunidade de controlar a cadeia completa, da fabricação ao acesso do usuário final. Essa independência estratégica é central para os planos do CEO Mark Zuckerberg.
Ao se tornar acionista da EssilorLuxottica, a Meta ganha acesso direto ao know-how em produção de hardware óptico e às redes globais de varejo, essenciais para escalar a tecnologia.
A aliança também fortalece a EssilorLuxottica, que se aproxima do setor de tecnologia e diversifica suas apostas em inovação. O CEO da empresa, Francesco Milleri, já havia sinalizado interesse em um acordo com a Meta no ano passado.
O avanço das negociações ocorre em meio ao foco crescente da Meta em IA e realidade aumentada, áreas vistas como prioritárias na transformação da companhia. Para o mercado, a movimentação sinaliza uma corrida mais intensa pelo controle da próxima geração de dispositivos.
Nvidia se torna a 1ª empresa a atingir valor de mercado de US$ 4 tri
Citi: multinacionais brasileiras aceleram internacionalização e se tornam globais