O volume gerou R$ 5,46 bilhões em faturamento para as operadoras de turismo, representando 25% do valor comercializado no ano. (Foto: AdobeStock)
O turismo nacional manteve forte desempenho no último ano, com 60% dos embarques operados por agências voltados a destinos dentro do Brasil. Segundo o Anuário Braztoa, foram 5,88 milhões de passageiros transportados no mercado doméstico, equivalentes a 31,6 mil aviões comerciais lotados.
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O volume gerou R$ 5,46 bilhões em faturamento para as operadoras de turismo, representando 25% do valor comercializado no ano. O Nordeste se destacou como principal destino, concentrando 44% dos embarques e 45% da receita gerada. Em seguida aparecem o Sudeste (26%), Sul (11%), Centro-Oeste (10%) e Norte (8%).
Celso Sabino, ministro do Turismo, afirmou que os dados confirmam a importância estratégica do mercado interno para a geração de empregos e o desenvolvimento regional. Fatores como conectividade aérea e melhorias em infraestrutura têm sustentado essa retomada.
A maior parte das viagens durou entre 5 e 8 dias (51,97%), típico de férias escolares. Já os pacotes de até quatro dias responderam por 35% das vendas, favorecidos pelos feriados prolongados.
Entre os produtos mais comercializados em 2024, lideram as experiências em meio à natureza e os parques temáticos, como o Beach Park (CE) e o Beto Carrero World (SC). Cruzeiros, Cataratas do Iguaçu (PR), passeios de jangada, resorts e city tours também aparecem entre os destaques.
O perfil do viajante é majoritariamente composto por pessoas da geração X (34%) e geração Y (25%), que priorizam conforto, praticidade e segurança. A geração Z respondeu por 13%, enquanto viajantes acima dos 65 anos somaram 19%.
O Sudeste foi a principal origem dos passageiros (62%), seguido pelo Sul (15%) e Centro-Oeste (13%). As regiões Nordeste (7%) e Norte (3%) completam a lista.
Com liderança consolidada do Nordeste e crescente adesão a viagens de curta duração, o turismo doméstico mostra resiliência e potencial de crescimento. A valorização de experiências locais, a estruturação de novos destinos e a busca por soluções logísticas mais acessíveis moldam um cenário favorável à interiorização do turismo.
O investimento em conectividade e o fortalecimento das políticas públicas ampliam as oportunidades para empresas do setor e comunidades receptoras. A tendência é de continuidade na expansão do mercado interno, com foco em segmentos específicos e na qualificação da oferta turística brasileira.
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