Brasil firma acordo com China para ferrovia que conecta Atlântico e Pacífico

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O novo corredor logístico pode reduzir o tempo de transporte de cargas entre Brasil e Ásia de 40 para 28 dias. (Foto: Envato Elements)

Brasil e China assinaram nesta segunda-feira (7) um memorando de entendimento para desenvolver uma rota ferroviária que ligará o território brasileiro ao porto de Chancay, no Peru. O objetivo é facilitar as exportações para a Ásia, reduzindo tempo e custos logísticos, especialmente no comércio com a China.


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O documento foi assinado pela Infra S.A., empresa vinculada ao Ministério dos Transportes, e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico da China Railway. A cerimônia ocorreu virtualmente, com a participação de representantes dos dois países em Brasília e Pequim.

O projeto prevê uma ferrovia com origem na Bahia, passando por Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, até o Peru. A conexão com o porto de Chancay — inaugurado em 2024 com financiamento chinês — deverá integrar modais rodoviário, ferroviário e hidroviário, segundo o governo brasileiro.

Segundo autoridades peruanas, o novo corredor logístico pode reduzir o tempo de transporte de cargas entre Brasil e Ásia de 40 para 28 dias. Isso representa uma redução de 30% no prazo atual, gerando impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.

Detalhes do acordo entre Brasil e China

O memorando estabelece uma parceria entre técnicos dos dois países para desenvolver estudos sobre a logística nacional, com foco em intermodalidade e sustentabilidade econômica, social e ambiental. A expectativa é que ferrovias já existentes possam ser integradas ao novo traçado.

De acordo com Leonardo Ribeiro, secretário nacional de Transporte Ferroviário, o acordo é estratégico para ampliar a eficiência do setor no Brasil. Ele lembrou que estudos similares foram iniciados entre 2015 e 2016, mas não avançaram devido a restrições políticas e econômicas da época.

A nova etapa terá duração inicial de cinco anos e poderá ser prorrogada. Ainda não há estimativas de custo para a construção da ferrovia, que serão definidas durante os estudos conduzidos em conjunto pelas equipes brasileiras e chinesas.

O Brasil não aderiu formalmente à Iniciativa Cinturão e Rota, mas vê no projeto uma forma de aprofundar os investimentos chineses em infraestrutura, aproveitando fóruns multilaterais como o Brics para avançar a cooperação.

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