Plano Safra 2025/26: Mapa anuncia R$ 516 bi para agricultura empresarial

Por: Redação | Em:
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O Plano Safra também traz inovações operacionais e ambientais, como a exigência do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nesta terça-feira (1) o valor de R$ 516,2 bilhões para o Plano Safra 2025/2026. Destinado a médios e grandes produtores, o montante é R$ 8 bilhões maior que o da edição anterior. O anúncio será formalizado em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro Carlos Fávaro.


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Coordenado pelo Mapa, o programa contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As taxas de juros variam conforme o perfil do produtor e a linha de crédito. Para médios produtores, os juros de custeio serão de 10%, enquanto os demais pagarão 14%. Nos investimentos, as taxas vão de 8,5% a 13,5%.

O Plano Safra também traz inovações operacionais e ambientais, como a exigência do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para todas as operações de custeio, inclusive acima de R$ 200 mil e sem Proagro. A medida busca restringir o crédito a condições adequadas de cultivo, reduzindo perdas e otimizando o uso de recursos públicos.

Outros incentivos no Plano Safra 2025/26

O governo prorrogou até junho de 2026 o desconto de 0,5 ponto percentual nas taxas de juros para operações de custeio rural. A medida beneficia produtores do Pronamp e também os que investem em práticas sustentáveis, desde que respeitados os limites estabelecidos pelas instituições financeiras.

Para modernização da agropecuária, os programas Moderagro e Inovagro foram unificados. O objetivo é facilitar o acesso ao crédito e ampliar o limite de investimentos em granjas, reforçando as estruturas necessárias para garantir sanidade animal e competitividade no setor.

O subprograma RenovAgro Ambiental foi ampliado e agora inclui ações de prevenção e combate a incêndios. Também contempla a recuperação de áreas protegidas, com recursos destinados à compra de caminhões-pipa, carretas e mudas nativas para reposição de reservas legais e áreas de preservação permanente.

Outro ponto de destaque é a ampliação do Programa de Construção de Armazéns (PCA). O limite de capacidade por projeto foi elevado de 6 mil para 12 mil toneladas. Já o teto de renda anual para acesso ao Pronamp subiu de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, ajustando os critérios ao perfil atual dos produtores.

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