Presença feminina na liderança empresarial segue estagnada no Brasil

Por: Redação | Em:
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A ocupação de cargos de liderança por mulheres ainda é exceção no setor corporativo brasileiro, Segundo a Pesquisa Panorama Mulheres 2025. (Foto: Envato Elements)

A ocupação de cargos de liderança por mulheres ainda é exceção no setor corporativo brasileiro, Segundo a Pesquisa Panorama Mulheres 2025. O estudo conduzido pelo Instituto Talenses em parceria com o Insper, mostra que apenas 17,4% das empresas com presidência formal têm uma mulher no cargo máximo. O estudo analisou 310 companhias de diferentes setores e revelou que, das 224 presidências existentes, somente 39 são femininas.


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Os dados mostram pouca variação em relação a anos anteriores e refletem um cenário global. O Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que mulheres compõem 41,2% da força de trabalho mundial, mas ocupam só 28,8% das posições de liderança. No Brasil, a desigualdade estrutural persiste e reforça os obstáculos ao avanço das mulheres na hierarquia empresarial.

A presença feminina em conselhos de administração também é reduzida. Das 61 empresas com conselhos ativos, apenas 17,1% das cadeiras são ocupadas por mulheres. Em 57,4% desses conselhos, não há nenhuma conselheira. Essa estagnação aponta que o avanço depende de ações estruturadas e compromissos públicos. 

Embora 54,2% das empresas afirmem ter estratégias ESG, apenas 24,5% reúnem políticas combinadas de equidade, como revisão de recrutamento, capacitação contra vieses e incentivo à ascensão feminina.

Empreendedorismo é alternativa para liderança feminina

A pesquisa indica que muitas mulheres chegam à presidência por meio do empreendedorismo, driblando barreiras do mundo corporativo. Esse movimento é mais comum em negócios de menor porte: 36% das presidentes lideram empresas com até 200 funcionários, enquanto 40% dos homens estão à frente de grandes organizações.

Apesar do avanço em diretorias – de 26% em 2022 para 30% em 2024 – a participação feminina caiu em vice-presidências, de 34% para 20%. Além disso, 58,9% das empresas não têm nenhuma mulher na vice-presidência e 32,5% não possuem diretoras.

Entre as organizações lideradas por mulheres, há maior presença feminina em outros níveis hierárquicos. Ainda assim, essas empresas não necessariamente apresentam maior estruturação institucional. A adesão a estratégias ESG é ligeiramente menor (59%) em relação às lideradas por homens (61,7%), mas a elaboração de planos de ação para equidade de gênero é mais frequente: 64,1% ante 60,7%.

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