Supersafra pode conter alta nos preços dos alimentos no 2º semestre

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O governo estuda medidas para conter os impactos dessa alta, mas o fator que pode reverter o cenário é a supersafra brasileira. (Foto: Envato Elements)

O avanço da inflação nos alimentos segue pesando no bolso do consumidor, mas a expectativa de uma supersafra pode mudar esse cenário nos próximos meses e aliviar parte da pressão sentida em abril, quando o grupo de Alimentos e Bebidas subiu 1,14% no IPCA-15, respondendo por 60% da alta do índice.


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O governo estuda medidas para conter os impactos dessa alta, mas o fator que pode reverter o cenário é a supersafra brasileira. A expectativa é que o aumento na produção ajude a equilibrar os preços no segundo semestre.

A Conab estima que a produção de grãos na safra 2024/25 alcance 328,31 milhões de toneladas, alta de 10,3% em relação à safra anterior. Se confirmado, será o maior volume já registrado, superando as 297,75 milhões de toneladas da safra 2023/24.

Segundo especialistas, o aumento na oferta tende a reduzir os preços de itens como arroz, feijão, milho e carne. Isso ocorre porque a oferta supera a demanda, pressionando os preços para baixo.

A expectativa é que os efeitos da supersafra cheguem ao consumidor entre o fim do segundo trimestre e o início do segundo semestre, após colheita, processamento e distribuição. Itens derivados de soja e milho devem liderar essa queda.

O milho, em especial, impacta diretamente os preços das proteínas. A Conab prevê uma colheita de 3,3 milhões de toneladas do grão, alta de 7,7%. Com mais milho no mercado, os custos de produção de carne, leite e ovos tendem a cair.

Apesar da supersafra, fatores como transporte, clima e câmbio seguem influenciando os preços. O custo do frete no Mato Grosso, por exemplo, subiu 62% entre janeiro e fevereiro, impactando o valor final ao consumidor.

Eventos climáticos extremos e a variação cambial também afetam a formação de preços. Se o dólar subir, exportações aumentam e a oferta interna diminui. Com o real valorizado, mais produtos permanecem no mercado interno, favorecendo a queda nos preços.

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